Mudança de país: o começo do planejamento

Planejamento para sair do pais
Foto: Reprodução Exame

Confira uma série de reportagens sobre o processo de escolha de país e como nos tornamos imigrantes.

Nenhuma mudança é algo simples, de país então parece coisa de filme. Existe o medo do novo, do desconhecido, o arranque da zona de conforto entre tantas outras coisas. Na primeira reportagem da série ‘Mudança de país’ vamos contar um pouco da nossa história e como foi o processo de escolha do país para imigrar e morar fora.

Planejando a saída do país

A cada ano que passa vamos ficando mais presos ao nosso país. Compromissos até então inadiáveis, contas novas, novos parcelamentos, uma TV nova, um aparelho de ar-condicionado, terminar a pós-graduação, novos eventos familiares e pessoais que vão lhe prendendo e dificultando a saída. O primeiro passo é decidir o que pretende fazer do seu futuro e elencar perguntas cruciais. Onde queremos estar daqui a 5 anos? 10 anos? Como nos vemos nesse tão temido futuro? – pois bem, foi o que fizemos e o que nos ajudou muito. Paramos de fazer dívidas, de fazer grandes compras e passamos a economizar. Juntar dinheiro e planejar o futuro é o segundo passo. Se você for casado, é preciso muita conversa com seu parceiro/a para vocês andarem para a mesma direção e alinharem o pensamento e os objetivos de vida.

Depois disso tudo, partimos para a parte prática. Fomos fazer nossa nova carteira de identidade e passaporte. Essa etapa aconteceu um ano antes da mudança de país. Sem ainda saber o destino ou a data de partida, deixar os documentos prontos é fundamental. Além disso, separamos em pastas todos os documentos importantes: certidão de nascimento atualizada, diplomas, históricos escolares e certificados de cursos. Ah, importante ir fazendo isso aos poucos porque os custos são altos, vide o do passaporte.

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Escolha do país

A escolha por Portugal se deu após muita pesquisa. Meu marido queria fazer Mestrado e começou a pesquisar as opções na sua área de atuação. Quase todas as universidades internacionais fazem inscrições online e disponibilizam a ementa do curso. Depois de analisarmos Estados Unidos, Portugal e Irlanda, escolhemos Portugal pela facilidade da língua para fazer Mestrado e escrever a tese. A língua pode, e é, um grande entrave quando se pretende escrever cientificamente.

Cultura

Outros pontos que analisamos foi a cultura do país, o clima e as opções de cidades. Nunca havíamos visitado a Europa e não sabíamos como seria a adaptação e receptividade dos habitantes locais. Pesquisamos em blogs, sites e fóruns na internet, sobre o custo de vida, o tamanho das cidades e analisamos o custo benefício. Além disso, sempre gostamos de frio e não nos importamos muito com a chuva, então analisamos como era o clima no país para poder tomar a decisão final, começar a vender tudo e andar para a próxima etapa da vida.

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A decisão

Após se inscrever em quatro universidades portuguesas e ser aceito, precisávamos escolher a cidade e bater o martelo. Tínhamos a opção de Lisboa, Coimbra, Vila Real e Braga. Optamos por Braga, por ser uma cidade universitária, ter um porte médio, ter um curso de Mestrado interessante na área de Comunicação, as aulas serem a noite e pelo custo das mensalidades.

Na próxima matéria, vamos contar como foi o processo de visto para morar em Portugal e os custos dessa etapa. Se quiser fazer alguma pergunta, deixe nos comentários abaixo que teremos prazer em respondê-las. Até a próxima!

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