Morar fora: construa pontes e evite atalhos

Morar fora e construir pontes e evitar atalhos
Foto: Reprodução Pixabay

O caminho não é fácil, porém é recompensador e vale muito a pena.

A decisão de morar fora não é passageira. Aliás, quando se está nos planos passar um tempo (ou o resto da vida) em outro lugar, há todo um processo por trás da ideia e do desejo. Serão tempos e momentos que vão lhe exigir planejamento, persistência, esperança, coragem, fé. Estes mesmos tempos trarão angústia, medo, ansiedade e você se mostrará valente algumas vezes e ficará com o coração na mão a maioria do tempo.





Evitando Atalhoscurta-fanpage

A vida não é fácil e não estou falando da sua, estou falando da nossa vida. Em resumo: a vida de ninguém é fácil. Sempre que o seu problema parecer “o maior problema da história da humanidade”, pare e olhe ao seu redor. Tende evitar o egoísmo e faça o exercício da compaixão, da empatia. Coloque-se no lugar do outro e, como num passe de mágica, você tenderá a perceber que o seu problema é só mais um probleminha entre tantos outros que tantas pessoas possuem em diferentes contextos e vidas.

Quando você começar a organizar sua vida para partir, não caia no erro de pegar atalhos. O caminho é cheio de curvas, você vai ter vontade de desistir, muitas pessoas vão lhe desencorajar, a ansiedade vai apertar a sua garganta e vai lhe impedir de respirar. Muitas serão as opções para que você saia da sua estrada e pegue um atalho, não pegue, não saia e fique onde você está. Nesse mesmo difícil caminho você vai encontrar pessoas boas, gente que nem lhe conhece e que vai lhe servir de inspiração, que vai lhe encorajar, lhe confortar e que você não terá a possibilidade de cruzar com elas no atalho. Esse tipo de gente não costuma andar por atalhos e por isso são tão especiais.

Construindo Pontes

Aproveite este momento da sua vida, mesmo que você ainda não tenha partido ou já esteja no seu novo país, para construir pontes. Se você chegou até aqui evitando os atalhos, agora é a hora de começar a construir a sua ponte. Hora de pensar, de organizar suas ideias e começar a construir essa coisa que vai lhe ajudar a chegar do outro lado, que vai lhe oportunizar momentos, que vai lhe levar para o novo e lhe afastar do desconhecido.

O Medo do Meio da Pontegrupo-FB

Quando você estiver no meio da travessia e resolver olhar para trás, você vai sentir medo e orgulho. Medo por não enxergar mais o seu ponto de partida, por não encontrar e nem conseguir ver o começo da ponte, porém logo vai sofrer uma inundação de orgulho. Sim, você vai perceber que caminhou um bom trecho da vida, que enfrentou chuva na cara, vento forte, sol capaz de cegar, encontrou uma escuridão perturbadora, tropeçou, por vezes até chegou a cair, mas se manteve no foco. Continuou, na raça e na coragem, por vezes sem companhia alguma, mas se manteve firme.

E o Futuro?!

O seu futuro está sendo construído, calma. Quando a angústia sobre o que vem pela frente  na sua vida chegar (e ela chegará), olhe para trás e perceba quão grandiosa é a ponte que você construiu e continuará construindo até o fim dos seus dias. Sinta orgulho, encha o peito de satisfação, lembre do que já passou para chegar onde está agora, recorde os bons e os maus momentos, faça essa análise. Olhando para tudo o que você enfrentou, vai perceber que não existe a necessidade de sentir medo do futuro.

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Você evitou atalhos, você teve que engolir pessoas lhe dizendo coisas sem sentido, lhe colocando para baixo. Porém, você também encontrou muita gente boa, pessoas que lhe fizeram bem e hoje caminham ao seu lado na ponte. Valorize-as, mas não esqueça daquelas que algum dia disseram que não era possível, elas possuem relevância na sua vitória, pois foram grandes motivadoras.

A vida é isso, é um caminho que é construído dia após dia, uma ponte que não sabemos muito bem onde vai chegar. Os atalhos tendem sempre a parecer uma boa ideia, mas não são. No molho da vida encontram-se as coisas boas, as coisas ruins, os momentos inesquecíveis para o bem e para o mal. Morando fora também é assim, porém só umas 10 vezes mais intenso.

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*Cláudio Abdo publica textos sobre a experiência de morar fora todas às segundas e quintas aqui no site Vagas pelo Mundo.