Morar fora: Portugal é o paraíso?

Portugal e o paraiso
Foto: Reprodução Pixabay

Portugal é maravilhoso, mas não seria justo com os portugueses e brasileiros chamar de paraíso tão somente.

Recentemente um amigo, que mora no Brasil, me mandou uma mensagem dizendo que tinha passado no Globo Repórter, um programa nacional da Rede Globo, uma matéria sobre Portugal. Matérias sobre Portugal não são, necessariamente, uma na novidade na grade de programação das emissoras de televisão brasileiras nos últimos anos, porém antes que eu pudesse perguntar o quê, exatamente, tinha passado no programa ele emenda: “Nossa, parece que Portugal é o paraíso hein?!”.






Confesso que foi somente nesse momento que “me interessei” sobre a pauta do tal programa e resolvi assistir, confesso que com um certo atraso, pela internet. Depois de ver, levei um tempinho para digerir e resolvi escrever algumas palavras que, sinceramente, acredito que serão úteis para quem está pensando ou já decidiu deixar o Brasil e vir para Portugal.

IMPORTANTE

  • você não encontrará nesse texto palavras de desânimo, pois assim como eu, você e todos nós temos o direito de buscar por um lugar melhor para viver;
  • Minha intenção com o que você vai ler é trazer um pouquinho de verdade, de vida real, umas colheradas de realidade em uma matéria feita em cima de adjetivos como: “o paraíso”, “um sonho”, “tudo é barato” e etc.;
  • não, também não é uma resenha sobre o programa exibido pela referida emissora de televisão. É, tão somente, a visão de alguém que já vive em Portugal há quase 4 anos e que não quer que você seja iludido ou iludida.grupo-novo-facebook

O paraíso não existe

Independentemente da sua religião (se é que você possui alguma), eu prefiro deixar o adjetivo “paraíso” restrito para a utilização em livros religiosos. Digo isso porque aprendi, recentemente, a dar peso para as palavras que escolhemos e resumir um país a “paraíso” parece um tanto redutor, perigoso e até irresponsável.

Digo perigoso e irresponsável porque, ao assistir o programa, fiquei com uma sensação de que a vida das pessoas não importa muito. Nem as que estão no Brasil e tão pouco as que estão em Portugal, pois dá a impressão que sair do Brasil é acabar com todos os problemas e viver em Portugal é nadar num mar de tranquilidade e sossego. Não é!

Portugal não é o paraíso, mas obviamente que, em uma comparação direta com o Brasil, do lado de cá do oceano estamos mais perto dos outros adjetivos que poderiam construir o tal paraíso na nossa mente. Aqui em Portugal segurança não é problema, por exemplo, e somente isso já poderia deixar o país europeu (em relação ao Brasil) no patamar de paraíso.

Em TV a excessão vira regra

Aprendi, por conta da minha formação e profissão, que na TV é prática comum transformar a excessão em regra e isso dá muita audiência. O programa começa mostrando a região sul de Portugal, mais precisamente o Algarve. De cara aparece um senhor que vive em Portugal há 14 anos e é aposentado, porém ele não é a regra, ele é a excessão.

Digo que ele é a excessão porque, muito provavelmente, é um servidor público federal que se aposentou com um excelente salário ou, assim como uma minoria absoluta dos brasileiros, teve condições de pagar uma boa previdência privada e consegue obter ganhos impressionantes. Porém, a vida real não é isso e explico.

Então ele fala que lá, no Algarve, tem muito sol, mar, pássaros cantando e as imagens que aparecem são de um campo de golfe, mansões e bons carros. Aquilo ali é a excessão, não a regra. Para você ter uma ideia, no Algarve era onde um dos maiores esportistas do Brasil tinha uma mansão (acho que ainda tem), uma propriedade de milhões de euros que pertencia a ninguém menos que Ayrton Senna da Silva.

É também no Algarve onde estão os europeus aposentados que vieram de países como a Alemanha, Reino Unido, França e etc., e que escolheram Portugal e a região sul não somente pelos tais dias ensolarados, mas por ser “mais barato” em relação aos seus países de origem. Ou seja, o resumo é que a hora de jogo no campo de golfe é mais baixa aqui do que lá fora, mas não acredito que você está lendo esse texto seja um exímio praticante de golfe.

Então, sempre que você assistir televisão lembre-se: a excessão não é a regra.

A regra

A vida real em Portugal é feita por pessoas “normais” como eu e você e, a tal vida real, é estar muito longe de se aposentar ou, caso seja aposentado, precisa ir todos os anos para o Brasil para fazer a prova de vida e não perder 25% do curto salário.

A vida real é pensar em deixar o Brasil porque cansou da violência e porque simplesmente não consegue ver uma luz no fim do túnel. Via de regra, você vai vender o pouco que tem, juntar suas economias, raspar a poupança, pedir demissão do seu emprego (se não estiver no desemprego) e se jogar para Portugal para tentar viver melhor.

Você, ao chegar em Portugal, vai batalhar e ralar o peito para encontrar um apartamento ou casa e não, dificilmente viverá de frente para o mar ouvindo os pássaros cantando. Também não terá um campo de golfe como vizinho e vai trabalhar muito, talvez em um emprego de vendedor de porta em porta ou dentro de um shopping para ganhar € 580 (quinhentos e oitenta euros) por mês.

Outros tópicos

O recorte foi feito, obviamente, mostrando um país maravilhoso e sim, eu acho Portugal um país maravilhoso, mas também prefiro colocar algumas pitadas de verdade. E digo isso porque só quem já fez esse caminho, do Brasil para Portugal, dentro de uma vida real sabe o peso das decisões. É ir para frente sem poder retroceder, é arriscar o pouco que se tem sem possibilidade de erro.

O senhor aposentado refere a saúde maravilhosa de Portugal e sim, ele tem certa razão. Novamente, se compararmos a saúde pública do Brasil com a de Portugal, a do país europeu ganha com folga em qualidade e agilidade, porém as filas existem e não é raro encontrar pessoas que estão aguardando por uma cirurgia há meses ou anos.

Ah, e quando você chegar será apenas mais um estrangeiro e terá uma enorme dificuldade em conseguir um médico de família, pois a fila é bem grande. Por isso, apesar de não ter aparecido isso na TV, sugiro que você venha com o seguro PB4 para não precisar pagar os valores integrais quando precisar de atendimento na rede pública de saúde.

Também é bem comum saber de profissionais de saúde que preferiram vestir o jaleco nos Emirados Árabes, na Irlanda ou Reino Unido por ganharem salários dignos de pena em Portugal. Sim, os enfermeiros recebem, em média, 800 euros por mês e possuem uma carga de trabalho pesadíssima.

Justiça aos portugueses

Vivendo em Portugal há quase 4 anos, conheci diversas pessoas que possuem familiares que optaram por deixar o país e ir tentar ganhar a vida em outro, especialmente da Europa. Aliás, fiz amigos aqui que também resolveram sair daqui e ir morar na Inglaterra, por exemplo. Porém, mais do que saber disso, tentar entender os motivos que fazem os portugueses saírem daqui é que me causa curiosidade.

Acontece que as relações de trabalho em Portugal não são lá aquelas coisas e a precariedade do emprego, aliado aos baixos salários (na média europeia), fazem com que muitos portugueses deixem o país e façam como nós brasileiros, obviamente que dentro da realidade deles. Digo isso porque eles não saem de Portugal, por exemplo, por conta da violência, mas porque possuem boa formação acadêmica, recebem salários ruins e ouvem absurdos e barbaridades de seus chefes. Um outro tipo de violência, se é que você me entende.

Para você ter uma ideia, existem mais portugueses vivendo nos arredores de Paris do que na segunda maior cidade de Portugal, o Porto. Ou seja, se eu pudesse fazer uma única pergunta para a repórter da Rede Globo seria: se Portugal é o paraíso, quais os motivos que fazem tantos portugueses saírem do país? — Além disso, durante muitos anos o saldo migratório de Portugal se manteve negativo e isso significa que mais pessoas saíram do que entraram no país para viver.

Emprego de sobra?

Não, nunca. Ok que Portugal já saiu da crise, que está respirando mais aliviado e que os tempos são outros, mas essa de “emprego de sobra” é balela. Claro, com a economia mais aquecida, as ofertas de trabalho aumentaram, mas não estão sobrando não e a qualidade laboral não melhorou.

Como eu disse antes, você vai ralar para encontrar um emprego para ganhar € 580 por mês, porém vai gastar bem para conseguir pagar o aluguel e, se optar por morar em Lisboa, vai ficar um bom tempo nos transportes públicos, pois terá que viver muito longe do trabalho ou até fora da cidade.

Tenho amigos brasileiros aqui em Portugal que, mesmo possuindo formação superior e que até eram professores no Brasil, estão trabalhando no chão de fábrica, linha de produção montando peças. Não, e isso não é feio nem desmerecedor, mas escrevo isso para mostrar uma realidade que não apareceu na TV e tentar te chacoalhar e dizer: acorda pra vida, o paraíso não existe!

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Você sai do Brasil, mas o Brasil não sai de você

A gente sai do Brasil, mas o Brasil não sai da gente e digo isso porque você terá que ir em alguma repartição consular brasileira aqui em Portugal, por exemplo, e passará muita, mas muita raiva. É bagunçado, a falta de informação é a regra e o atendimento precário são uma realidade.

Olha o que aconteceu comigo: o meu título de eleitor havia sido cancelado porque eu deixei o Brasil em 2014 pouco antes das eleições presidenciais e não tinha votado. Ok, vou ao consulado do Brasil para “acertar” a minha vida, afinal de contas haverá eleição esse ano. Preenche papel daqui, leva documento dali. Isso em dezembro de 2017. Aí recebo um e-mail no fim de abril de 2018 onde dizia que eu deveria ir até o consulado para retirar o meu novo título de eleitor.

Faço uma viagem e vou até o consulado. Chegando lá tem 500 pessoas para serem atendidas, barulho e todo mundo no limite da irritação. Pergunto ao funcionário se preciso de senha para retirar o documento e ele, sem pestanejar, diz que sim. Volto para a entrada do consulado e falo para a minha esposa que vai demorar. Ela então vai até o mesmo funcionário, dois minutos depois de mim, e pergunta a mesma coisa. A resposta é: “não não, pode ir direto até o fim do corredor e retirar o documento”.

Em dois minutos a informação é diferente. Ok, nos dirigimos até o fim do corredor onde tem uma sala de entrega de documentos. Minha esposa então apresenta o passaporte e um papel cortado dado pelo consulado em dezembro e que serve de comprovante da entrega do título anterior. Outro funcionário pega os papéis e vai procurar em uma caixa. Demora uns 15 minutos, volta e diz: “não imprimimos o título, usa esse papel mesmo no dia da eleição que “talvez” dê para votar!”.

Então minha esposa pergunta: “mas vocês enviaram um e-mail pedindo que a gente viesse retirar o novo documento?” — e o funcionário responde: “ahhh, desconsidera o e-mail, vocês nem precisavam vir”. Escrevo isso para que você entenda que nós perdemos um dia de trabalho, fizemos uma viagem com um bebê de seis meses para fazermos tudo certinho.

Porém, o consulado do Brasil é um pedacinho do Brasil fora dele, ou seja, um micro Brasil extremamente bagunçado e que é recheado de desinformação, má vontade e desorganização. O resumo e a realidade dessa história é: mesmo que você encontre o paraíso, terá que, inevitavelmente, ir de vez em quando para o inferno e pode acreditar, isso vai acontecer dezenas de vezes.

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Ânimo e desânimo

Como eu disse no começo, não escrevo esse texto para te desanimar. Até porque você não precisa saber disso, mas eu escrevi um livro sobre morar fora que, entre tantas coisas, tenta passar um pouco da realidade do que é morar fora. Na contracapa dele você encontra o trecho de um texto meu que diz:

“Morar fora é criar resistência para a dor, é aprender a lidar com a saudade, é arranjar forças minuto a minuto. Você descobre que a vida é feita de pequenos momentos, que um abraço faz falta, que um beijo não tem preço e que um minuto a mais ao lado de quem você ama é a melhor coisa boba que pode lhe acontecer. Depois de saber disso você deve estar se perguntando: mas morar fora vale a pena?!

Lhe digo por experiência própria: VALE MUITO. Vale a dor da saudade, vale a angústia da falta, vale o medo, vale o receio, vale o sucesso, vale o fracasso, vale o cansaço, vale a risada, vale a cerveja, vale a viagem, vale o vento na cara, vale não entender uma palavra do que o outro está falando, vale contar as moedas, vale comer macarrão com sardinha, vale correr para não perder o busão, vale o frio que dói no osso, vale conhecer o marroquino doidão, vale dormir no trem e perder a estação, vale a carona, vale a conversão eterna da moeda na cabeça, vale combinar horário no Skype por conta do fuso com quem você ama, vale por tantas outras coisas e situações. VALE A PENA.

E aí?! Vai ficar esperando alguém resolver sua vida para você e realizar os seus sonhos no seu lugar ou vai fazê-la valer a pena?!”

Em resumo: espero que você tenha bons olhos para ler o que estou escrevendo e que compreenda que não quero estragar o seu sonho, só quero que você vá morar fora e venha morar em Portugal com um preparo melhor para os tombos que irá levar. E serão muitos, pode acreditar!

Também porque, assim como eu, se você já tomou a decisão de morar fora, seja aqui em Portugal ou em qualquer país do mundo, não será lendo um texto meu na internet que vai te desmotivar ou fazer você mudar de ideia. Se você acompanha o site Vagas pelo Mundo sabe que, se tem uma coisa que a gente acredita, é que tomo mundo deveria ter a oportunidade de passar um tempo fora (ou a vida toda) e ver o mundo de outra maneira.banner-quadrado-autoor

A minha ideia é meramente desmistificar o tal paraíso do programa de TV, dizer que tem uma galera passando uns perrengues brabos para se manter aqui em Portugal, que trabalha de sol a sol, que mora longe, que ainda não conseguiu todos os documentos para arrumar trabalho e que até ilegal está.

Tem um monte de gente (a regra) que conta as moedas, que não encontra um apartamento razoável para viver, que está com saudade da família e não sabe quando vai poder revê-los, que até queria voltar, mas não tem grana para isso. Aliás, tem uma galera voltando, mas isso também não passa na TV, até porque, como eu disse antes, a excessão é que dá audiência lembra?!

Para os “bem” aposentados Portugal é o paraíso. Para quem tem uma boa poupança, tem tempo/dinheiro para analisar o mercado e abrir um negócio também. Caso você, assim como eu, não se enquadre nisso, espero que o meu texto sirva para dizer o que a TV não disse e que, se você quer vir para Portugal venha, mas sem a falsa de ideia de que está chegando no paraíso, pois os seus dias poderão ser difíceis por aqui se você ignorar a realidade.


Claudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação, faz Doutorado em Estudos de Comunicação. Apaixonado por rock and roll, conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

22 comentários em “Morar fora: Portugal é o paraíso?

  • 26 de junho de 2018 em 10:17 am
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    Muito bom o texto. Sempre é bom ter outro ponto de vista sobre o assunto. Realmente o documentário é um pouco utópico. Morar bem depende do conceito de cada um. Existem pessoas que moram em favelas no RJ que não jamais se mudariam, pois estão “felizes”. Além do mais, o ser humano é muito avesso a mudanças e essas mudanças radicais são poucos os que estão dispostos a realizar. Voltando a seu texto, volto a agradecer por compartilhar sua visão realista.
    Abraços, William
    Beasília – DF.

  • 19 de junho de 2018 em 11:44 am
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    TOP Claudio…..como te conheço há muito anos, mais precisamente uns 21…..sei da sua felicidade em conseguir o que deseja, e na sinceridade de suas palavras!!!
    Se deus quiser, em breve estaremos juntos ai….pois como já lhe falei, Projeto Portugal esta em pleno vapor!!!

    Fraterno Abraço Meu amigo e parabéns pelo site.

  • 17 de junho de 2018 em 8:56 pm
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    Olá Claudio – obrigada pelo ótimo e realista texto. Quanto você considera uma boa poupança? Quanto seria uma boa aposentadoria?

  • 12 de junho de 2018 em 6:30 am
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    Muito bom o texto, sobretudo em tempos que tantos brasileiros pensam em imigrar para Portugal baseado em ideias nem sempre realistas. Entretanto, faço a ressalva no ponto que “Você sai do Brasil, mas o Brasil não sai de você”. Afinal a sua descrição foi idêntica a de qualquer pessoa que tenha ido ao SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) ou às Finanças, ambos órgãos portugueses . Também moro em Portugal e acho que no Brasil as repartições públicas tendem a ter bem mais informações e procedimentos padronizados que em Portugal (não afastando os problemas que temos nestas mesmas repartições públicas em nosso país). Eu tive uma experiência também com a faculdade em Lisboa que recebeu minha documentação no começo de abril e só me mandou um inútil e-mail no final de setembro perguntando se eu ainda tinha interesse em estudar aqui. Amo Portugal, adoro morar aqui, mas acho (como o seu texto propõe coerentemente) que não é o paraíso. Já morei também na França, e também não é o paraíso (sobretudo para estrangeiros). Minha maior sugestão para quem pensa em imigrar é falar com aqueles que moram a mais de um ano no país e já passou da “lua-de-mel” para conhecer melhor os pros e contras. Parabéns pelo site e pelas colocações.

  • 10 de junho de 2018 em 12:48 am
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    Eu penso da seguinte forma:
    Segurança em primeiro lugar.
    Quero ser valorizado pelos meus méritos.
    Educação sempre a melhor possível.
    Sou bastante interessado. Gosto muito de estudar e não tenho preguiça.
    Tudo o que citei falta no Brasil. Se é para eu ralar ou “sofrer” quando estiver desempregado aqui no Brasil, prefiro tentar em outro país, seja EUA, Canadá, Portugal ou qualquer outro. Só quero ser feliz ainda que seja em outro país pois aqui o governo rouba nosso dinheiro e nossos sonhos. Quero um futuro melhor para minha familia.
    Alguém sabe se em Portugal tem emprego para operador de empilhadeira, trator, ônibus, Ambulância?

  • 9 de junho de 2018 em 4:46 pm
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    Olá,

    Gosto assim rs.. sinceridade!!!

    Adorei o texto, a maioria das pessoas fecham os olhos para a realidade e acham que a grama do vizinho é sempre mais verdinha. As pessoas esquecem que na maioria das vezes ao fotos postadas na rede são de momentos de férias ou apenas uma divulgação para vender o turismo em determinado local.
    Para qualquer mudança, é preciso estar preparado para qualquer situação, planejamento e coragem.

    Agradeço por compartilhar sua experiência.

  • 23 de maio de 2018 em 4:33 pm
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    Parabéns, pelo texto. Moro em Portugal há um tempo e não é esse “sonho” que muita gente pensa, pelo contrário, é muita ralação e pouco salário, de forma geral… e muito frio e maior parte do ano… Kkkk…

    O difícil é convencer as pessoas que o que a TV passa, o que muita gente na internet passa e o que muitos postam em grupos sobre morar em Portugal é a realidade de poucos, e não a dura realidade da maioria. Não se incomode quando dizem que você “destruiu os sonhos” de alguém, pois muitos fala mesmo isso de mim, e não somos culpados pela grande expectativa gerada nas pessoas e, de forma geral, o Brasileiro não curte ouvir a realidade…

    Grande Abraço!

  • 16 de maio de 2018 em 8:04 pm
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    Caro Claudio,

    Obrigado pelo texto lúcido. Tenho uma pergunta a fazer:
    Qual seria o custo médio para uma temporada (2 anos) em Porto para a realização de um mestrado, no caso, eu iria junto com minha esposa. Você acredita que algo em torno de 30 mil euros (1.250,00/mês) seria suficiente?

  • 16 de maio de 2018 em 7:29 am
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    Olá Andrea, acho que você não compreendeu muito bem o que eu quis dizer com o texto. Não é uma questão de ser “pior” ou “melhor”, são países diferentes, cada um com as suas peculiaridades, culturas, problemas e etc. Não era a minha intenção “acabar com os seus sonhos”, apenas de alertar que Portugal não é o paraíso e que, caso você venha pensando que é, pode levar um tombo muito grande. Foi apenas para tentar trazer um pouco de realidade para os programas de TV que pintam o país como o paraíso e vejo muita gente sofrendo por isso. Por não se prepararem para a realidade, quando aqui chegam sofrem e muito.
    Torço, sinceramente, para que o meu texto tenha mais lhe ajudado do que atrapalhado.
    Boa sorte, um grande abraço!

  • 16 de maio de 2018 em 7:26 am
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    Olá Evandro, muito obrigado pelo seu comentário. Respondi para outra pessoa sobre a tal “boa aposentadoria” e replico aqui:
    “O valor para uma “boa aposentadoria” é relativo e digo isso porque você precisa ter em conta onde vai morar e o seu estilo de vida. Acredito que uma aposentadoria de € 1500 (mil e quinhentos euros) mensais é um valor muito bom, porém não vai faltar gente dizendo que vive com 400€, 500€ ou 1000€. Como te disse, depende do seu estilo de vida (viajar muito ou pouco, comer mais em casa ou fora, ter ou não carro e etc.).”
    Espero que você compreenda que é a minha opinião e como disse, existem dezenas de fatores que podem fazer esses valores subirem ou descerem. Espero ter ajudado de alguma maneira!
    Um abraço e muito obrigado pelo comentário!

  • 16 de maio de 2018 em 7:22 am
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    Muito obrigado Gustavo pelo comentário. Se quiser comprar o meu livro comigo, eu te envio com uma dedicatória exclusiva e chega aí no Canadá para você. Envia um e-mail para: vagaspelomundo@gmail.com | Assunto: LIVRO. A gente te manda todas as informações!
    Um abração, mais uma vez muito obrigado pelo comentário e boa sorte por aí!

  • 16 de maio de 2018 em 7:20 am
    Permalink

    Olá Silvana, muito obrigado pelo comentário aqui no site. O valor para uma “boa aposentadoria” é relativo e digo isso porque você precisa ter em conta onde vai morar e o seu estilo de vida. Acredito que uma aposentadoria de € 1500 (mil e quinhentos euros) mensais é um valor muito bom, porém não vai faltar gente dizendo que vive com 400€, 500€ ou 1000€. Como te disse, depende do seu estilo de vida (viajar muito ou pouco, comer mais em casa ou fora, ter ou não carro e etc.). Sobre o visto de aposentado, a Amanda já escreveu uma matéria sobre isso, segue o link: http://vagaspelomundo.com.br/vistos-e-autorizacoes/2016/09/como-fazer-o-visto-de-aposentado-para-morar-em-portugal/
    Espero ter ajudado, mais uma vez muito obrigado pelo comentário.
    Um abraço

  • 15 de maio de 2018 em 8:22 pm
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    Obrigado por a acabar com meus sonhos de morar em Portugal ;(
    Esse texto mostra um Portugal pior que o Brasil.

  • 15 de maio de 2018 em 6:46 pm
    Permalink

    Parabéns pelo texto, mas ficou faltando uma resposta sua ao Geivane Dias onde ele pergunta o que seria uma boa aposentadoria, ou seja, qual valor em euros.

  • 15 de maio de 2018 em 1:10 am
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    Texto fantastico! Moro fora desde 2004, ja passei por varioas paises ate estacionar no Canada, e me encontrei em cada linha. Claudio escreve tao bem que vou ter que ler o livro inteiro. Parabens Claudio!

  • 15 de maio de 2018 em 12:40 am
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    Obrigada pelo texto, sempre é bom saber a opinião de quem vive na pele uma situação. Também gostaria de saber o que é uma “boa aposentadoria” para se viver em Portugal, no meu caso irei só. Pretendo requerer o visto p Aposentados ano que vem, Vc tem alguma dica sobre o assunto? A maioria dos aposentados conseguem esse tipo de visto?

  • 13 de maio de 2018 em 11:00 pm
    Permalink

    Olá também assisti esta reportagem vc tem toda a razão mais eu gostaria muito de sair daqui do Brasil com minha família ! Eu sou cabelereira e meu marido PM está muito ruim aqui !

  • 11 de maio de 2018 em 3:36 pm
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    Claudio Abdo,

    Texto excelente de leitura muito agradável, vejo muito seus videos e artigos no site e Facebook, sou formado em logística aqui no Brasil, estou fazendo um curso de inglês para poder sair daqui meu planejamento ja acontece a mais 8 meses com essa pesquisa saber realmente os passos certos a dar.

    forte abraço

  • 11 de maio de 2018 em 8:47 am
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    ótimo texto, tbm assisti o programa globo repórter e fiquei com o pé atrás, pois pretendo mudar para Portugal, no próximo ano. agora Claudio me responde uma coisa o que é uma “boa aposentadoria”, para se viver ai, casal e dois filhos.

  • 10 de maio de 2018 em 12:09 pm
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    Muito obrigado Valter por ter lido o meu texto e ter comentado. Um grande abraço!

  • 9 de maio de 2018 em 9:34 pm
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    Ótimo texto! Parabéns!

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