
Boa notícia para os viajantes na Europa! Fim da cobrança da bagagem de mão nos voos na União Europeia finalmente avança. Veja o limite do peso!
Quem costuma viajar de avião certamente já passou por essa situação. Você encontra uma passagem aérea barata para um destino europeu, mas, na hora de finalizar a compra, descobre uma taxa salgada para levar uma mala de cabine simples.
Essa prática, muito comum em empresas de baixo custo (companhias low cost), está com os dias contados. Após treze anos de negociações arrastadas, o Conselho e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo histórico que muda as regras do jogo e garante o transporte gratuito da bagagem de mão.
O novo regulamento estabelece que os passageiros têm o direito de viajar com uma mala de mão de até 7 (sete) quilos sem pagar nenhum valor extra por isso. Essa franquia é garantida além daquela pequena mochila ou bolsa pessoal que vai embaixo do assento do avião. A decisão representa uma grande vitória para os viajantes, eliminando as famosas cobranças surpresas que encareciam a viagem no último minuto.
União Europeia proíbe cobrança por bagagem de mão nos voos: Transparência desde o primeiro clique
Para evitar que as companhias aéreas mascarem os valores reais, a nova regra exige total clareza logo no início da pesquisa. Os sistemas de reserva na internet deverão exibir obrigatoriamente o preço final da passagem já incluindo a bagagem de mão por padrão. Isso significa que o consumidor saberá exatamente quanto vai pagar antes mesmo de preencher seus dados pessoais, facilitando a comparação de preços reais entre diferentes empresas.
A medida atinge diretamente o modelo de negócios de companhias aéreas low-cost. Empresas como a Ryanair, por exemplo, faturaram bilhões de euros nos últimos anos apenas cobrando por serviços extras, como a escolha de assentos e o despacho de malas pequenas.
Representantes do setor aéreo criticaram a decisão, alegando que a burocracia pode forçar um aumento no preço base das passagens, mas as autoridades europeias defendem que o foco atual é garantir o respeito e a clareza para quem compra, de acordo com o comunicado de imprensa da União Europeia.
Porém, a notícia não foi bem vista pelas empresas. Através de um comunicado de imprensa, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, disse que os novos regulamentos são “tretas burocráticas”. Além de “obrigar as companhias aéreas a divulgar de forma falsa as tarifas aéreas mais altas, tornando as companhias da União Europeia ainda menos competitivas”, afirmou.
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Bagagem de mão na Europa: Respostas rápidas e indenizações garantidas
Além do fim da cobrança pela bagagem, o acordo atualizou diversos pontos que deixavam os passageiros desamparados. O processo de reclamação contra abusos das companhias ficou mais simples e ágil. A partir de agora, as empresas são obrigadas a confirmar o recebimento de qualquer queixa imediatamente e dar uma resposta final em no máximo trinta dias. Nesse prazo, a empresa deve pagar a indenização devida ou apresentar uma justificativa muito clara e provada para recusar o pedido.
As regras para compensação financeira em casos de atrasos longos ou cancelamentos foram mantidas e reforçadas. Passageiros de voos que cheguem ao destino com mais de três horas de atraso, ou que tenham voos cancelados sem aviso prévio de quatorze dias, continuam com direito a receber valores que variam entre € 250 e € 600 euros, dependendo da distância do trajeto.
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Assistência completa durante imprevistos
O texto detalha como deve ser o suporte em momentos de crise nos aeroportos. Se o voo atrasar, os passageiros ganham o direito a receber água e pequenos lanches a cada duas horas de espera. Se o atraso passar de três horas, a companhia deve fornecer uma refeição completa, direito que se repete a cada cinco horas de espera. O acesso gratuito à internet e a realização de duas ligações telefônicas também entram na lista de obrigações básicas.
Nos casos mais graves, quando a viagem é adiada para o dia seguinte, o hotel e o transporte de ida e volta até o local de hospedagem correm por conta da empresa aérea. Se a companhia falhar em oferecer esse suporte, o passageiro pode pagar os custos do próprio bolso e exigir o reembolso total dos gastos depois.
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Fim de punições injustas e novos direitos ao viajante
Uma prática muito criticada também foi proibida pelo novo acordo: o cancelamento do bilhete de volta caso o passageiro não consiga embarcar no voo de ida. Essa regra do “no-show”, que obrigava o cliente a comprar uma nova passagem aérea para voltar para casa, não poderá mais ser aplicada dentro do território europeu.
O regulamento trouxe ainda avanços significativos para famílias e pessoas com necessidades especiais. Pais e filhos, assim como passageiros com mobilidade reduzida e seus acompanhantes, têm agora o direito garantido de sentar juntos no avião sem pagar nenhuma taxa adicional de marcação de assento.
Grávidas, menores que viajam sozinhos e pessoas com deficiência ganharam prioridade máxima de atendimento e direitos de indenização específicos caso o aeroporto falhe no suporte necessário.
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Direito de seguir viagem por outros caminhos
Quando um voo for cancelado, a companhia aérea tem um prazo de até três horas para oferecer uma rota alternativa viável ao passageiro. Esse redirecionamento pode incluir voos de outras empresas parceiras ou até mesmo meios de transporte diferentes, como trens, sem nenhum custo extra para o cliente.
Se a empresa não apresentar uma solução nesse período, o viajante tem a liberdade de comprar uma nova passagem por conta própria e pedir o reembolso de até quatro vezes o valor do bilhete original.
Para facilitar a vida dos consumidores na hora da compra, a União Europeia vai criar um selo oficial de qualidade. Esse selo será exibido nos sites de viagem para indicar claramente quais companhias cumprem integralmente todas essas novas regras de proteção ao consumidor.
Bagagem de mão na Europa: Próximos passos para a validação
O acordo político já está firmado e fechado. O texto passa agora por uma revisão final de linguagem e termos jurídicos antes de ser votado formalmente pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho. A expectativa é que as novas regras entrem em vigor de forma gradual logo após essa aprovação. Aplicando-se a todos os voos dentro da Europa e também para voos que partem ou chegam ao continente por companhias locais. Agora, resta saber se os preços das passagens aéreas irão aumentar na Europa.
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