
Dados foram divulgados pelo INE. Recorde de imigrantes em Portugal, veja a lista das nacionalidades. A maioria é brasileiro.
Portugal alcançou um novo marco na sua população. O país europeu agora conta com mais de 11,4 milhões de moradores, um crescimento que foi impulsionado diretamente pela chegada de novos residentes estrangeiros. De acordo com os dados oficiais mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as pessoas de outras nacionalidades já representam 14% de toda a população que vive em território português.
Ao final de dezembro de 2025, a população residente em Portugal foi calculada em 11.424.031 pessoas. Esse número mostra um crescimento de quase 37 mil habitantes na comparação com o ano anterior. Esse avanço ajuda a equilibrar o cenário demográfico de um país que está cada vez mais velho, já que a idade média dos moradores locais subiu para 45,8 anos.
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O levantamento do instituto aponta que o país tem hoje quase 1,6 milhão de imigrantes vivendo de forma oficial em seu território. Para chegar a esse número exato de 1.597.539 pessoas, o órgão do governo cruzou dados de vários setores públicos, incluindo a Agência para Integração, Migrações e Asilo (AIMA), a Segurança Social, o Ministério da Educação e o sistema de Finanças.
Esse grupo de estrangeiros em Portugal não se espalha de forma igual pelas regiões portuguesas. O Algarve, famoso por suas praias e turismo no sul do país, é o lugar onde os imigrantes têm o maior peso proporcional, representando 27,9% dos moradores da região.
Logo em seguida aparece a área da Grande Lisboa, com 22,6% de estrangeiros, acompanhada pela Península de Setúbal, que registra 18,3% de imigrantes em Portugal.
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Brasileiros continuam no topo da lista de residentes em Portugal

A comunidade brasileira em Portugal continua sendo, de longe, a maior força estrangeira dentro do país. Os cidadãos brasileiros correspondem a 35,9% de todos os imigrantes que vivem no país. O crescimento foi muito rápido nos últimos anos, pois o número de brasileiros morando em Portugal mais do que duplicou desde 2021, somando quase 300 mil novas pessoas nesse período.
O perfil das outras principais nacionalidades também mostra a forte ligação de Portugal com os países de língua portuguesa e com a Ásia. Os angolanos ocupam a segunda posição da lista, com pouco mais de 103 mil residentes, registrando um grande aumento nos últimos quatro anos.
O terceiro lugar fica com os cidadãos da Índia, seguidos por comunidades vindas de Cabo Verde, Nepal, Bangladesh e Guiné-Bissau, segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística).
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Imigrantes são jovens e estão em idade de trabalhar
O relatório do INE traz um detalhe muito importante sobre o perfil de quem decide morar em Portugal: a grande maioria dessas pessoas está na faixa etária considerada ativa para o mercado de trabalho. Cerca de 86% dos imigrantes têm entre 15 e 64 anos de idade, uma realidade bem diferente da população portuguesa nativa, que lida com o envelhecimento rápido de seus cidadãos.
Apenas 5% dos estrangeiros que vivem no país são idosos com mais de 65 anos, enquanto as crianças e jovens com menos de 14 anos representam quase 9% do total. Além disso, o perfil atual mostra uma presença maior de homens do que de mulheres na comunidade imigrante, sendo que eles respondem por 57% de todos os cidadãos estrangeiros registrados.
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Recorde de imigrantes em Portugal: entenda a revisão dos números e os debates políticos
A divulgação desses dados detalhados aconteceu depois de um longo debate político no país sobre a quantidade real de imigrantes. O governo e os partidos de oposição vinham trocando críticas sobre as estatísticas de imigração, principalmente após o Ministério da Presidência apresentar dados que mostravam o andamento de uma grande força-tarefa para analisar processos antigos que estavam parados.
Muitos dos imigrantes incluídos nessa nova contagem já moravam e trabalhavam em Portugal há algum tempo, mas ainda aguardavam a emissão de seus documentos oficiais. As autoridades locais explicaram que a atualização dos números foi necessária para tirar da sombra os processos que estavam guardados, permitindo que o país conheça agora a real dimensão de sua população em 2026.
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