
ETIAS adiado na Europa por dificuldade de implementação do sistema de autorização de viagem na União Europeia. Saiba mais!
A União Europeia está com dificuldades para implementar seu sistema de autorização de viagens, o EES (Sistema de Entrada/Saída). Aliás, vários países solicitaram em 2026 que não conseguem ativar o sistema em pleno verão, onde a afluência de turistas e visitantes é elevada. Agora o ETIAS adiado parece ser uma consequência da dificuldade dos países em cumprir a determinação da União Europeia.
ETIAS adiado: diferença do EES
O EES é o sistema digital que registra a entrada e saída nas fronteiras europeias, substituindo os carimbos no passaporte pela recolha de biometria (foto e impressões digitais). O ETIAS, por sua vez, é uma autorização eletrônica de viagem obrigatória e prévia que viajantes isentos de visto devem obter antes de viajar. Ou seja, são diferentes.
Para entender melhor como cada um funciona e o que muda na sua viagem para o Espaço Schengen, veja abaixo:
- EES (Entry/Exit System): está em funcionamento, este sistema regista automaticamente os seus dados, a data e o local de entrada e saída nos países do Espaço Schengen. O objetivo é aumentar a segurança e identificar facilmente quem excede o tempo limite de permanência (90 dias).
- ETIAS (European Travel Information and Authorization System): a autorização é semelhante a um visto digital, mas é destinada apenas a cidadãos de países que não precisam de visto para entrar na Europa. O ETIAS estaria operacional no final de 2026 e servirá para avaliar previamente os viajantes em termos de segurança.
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ETIAS deve entrar em funcionamento somente em 2027
Segundo uma reportagem do Financial Times, publicada pela EuroNews, o ETIAS adiado é uma realidade. Dessa maneira, a União Europeia deve adiar o lançamento do novo Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS) até 2027. Além disso, os últimos meses têm sido difíceis para a indústria do turismo na Europa, com os viajantes enfrentando grandes atrasos nas fronteiras devido à implementação do Sistema de Entrada/Saída Schengen (EES).
Agora, o lançamento de um sistema separado, o novo Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS), também pode enfrentar atrasos, de acordo com o Financial Times do Reino Unido. Após a “implementação caótica” do sistema eletrônico de controle de fronteiras EES ter “interrompido as visitas ao bloco”.
O lançamento do ETIAS, um novo sistema online para pré-autorização de entrada na UE, deverá ser adiado para 2027, segundo o Financial Times. Embora o site do ETIAS afirme que as operações começarão no último trimestre de 2026 e não tenha sido oficialmente adiado, o FT diz que é “improvável que seja implementado este ano”. Semelhante ao sistema ESTA dos EUA, o ETIAS exigirá que os candidatos paguem € 20 e passem por verificações de segurança antes da viagem.
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Implementação não é simples: EES mostrou a dificuldade
Mesmo após o início das operações do ETIAS, está previsto um período de transição de pelo menos seis meses. A UE afirma que “os viajantes devem solicitar a sua autorização de viagem durante este período, mas aqueles que não a possuírem não terão a entrada recusada se cumprirem as restantes condições de entrada”.
Na sequência de “problemas técnicos” e da “lenta implementação” do EES, a agência responsável pela implementação do ETIAS, a EU-Lisa, “reconheceu que o seu lançamento até ao final deste ano, como planeado, já não era viável”, afirmou o Financial Times.
Citada pelo jornal, uma pessoa a par das discussões disse que ainda havia “alguns problemas de TI” com o ETIAS, mas que o foco deveria ser no EES neste momento. “Vamos resolver os problemas do EES primeiro, antes de instalarmos outro sistema que vai dobrar a fila novamente”, disseram. Entretanto, outra pessoa comentou que lançar o ETIAS este ano era “ilusório”.
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EES não deve ser suspenso
O Sistema Europeu de Entrada e Saída (EES) está totalmente operacional em todo o Espaço Schengen em abril de 2026. Com isso, o EES substituiu o carimbo de passaporte para a maioria dos viajantes de fora da União Europeia por um sistema digital. Ele registra entradas e saídas utilizando dados biométricos, incluindo impressões digitais e imagens faciais.
O sistema nasceu com a intenção de reforçar a segurança das fronteiras, identificar pessoas que ultrapassaram o período de permanência autorizado pelo visto e agilizar a gestão das fronteiras externas. No entanto, o setor da aviação europeia afirma que a implementação está tendo o efeito contrário em muitos aeroportos.
Em 1 de julho, as organizações de aviação ACI EUROPE, Airlines for Europe (A4E) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) emitiram um apelo urgente à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertando que a implementação do EES havia atingido um ” ponto crítico ” e estava causando graves transtornos a milhões de viajantes.
A apenas uma semana do início da alta temporada de férias de verão, a UE rejeitou os apelos para suspender o EES, embora admita que existam “20 pontos críticos” com filas caóticas, segundo o jornal The Guardian . Autoridades da UE afirmaram que, embora o EES “não seja perfeito”, uma suspensão total “não é necessária” nem “é impossível”.
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ETIAS adiado
Segundo as regras do ETIAS, os viajantes que não precisam de visto e que são provenientes de países não pertencentes à UE, incluindo o Reino Unido, a Austrália, os EUA e o Canadá, precisam obter autorização para estadias curtas na Área Schengen.
Para isso, os visitantes precisarão preencher um formulário online, fornecer dados pessoais, responder a perguntas de segurança e pagar uma taxa. Essa autorização será vinculada ao passaporte do viajante e terá validade de três anos ou até o vencimento do passaporte.
Viajantes de 60 países não pertencentes à UE precisarão cumprir os requisitos do ETIAS, mas existem algumas exceções. A taxa de € 20 será dispensada para crianças menores de 18 anos e adultos maiores de 70 anos, embora ainda precisem solicitar autorização. A medida será aplicada a 30 países europeus, todos os Estados-Membros da UE, exceto a Irlanda, além da Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça.
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