Morar fora: desistir não está nos planos

Morar Fora Claudio Abdo
Foto: Pixabay
Nem nunca esteve, mas pode acontecer.

Quando a gente vai morar fora, não passa pela nossa cabeça a ideia que algo pode dar errado. Aliás, por vezes muita coisa pode dar errado, inclusive ao mesmo tempo. E dá. É a vida e morar fora é ter a oportunidade de viver uma outra vida. Porém, desistir não está nos planos.





O começo

O começo é difícil, mas todos os começos são difíceis. Na mais tenra infância, quando vamos para a escolinha, o começo é sofrido. Você lembra? – tem choro, dor, raiva, medo, vontade de desistir.

Pois é, aí a gente cresce e quando mudamos de escola, lá vem o novo de novo para nos deixar apavorados. Depois vamos para um emprego novo, um relacionamento novo, um casamento novo, um filho novo, uma vida nova e basta que a mudança aconteça na nossa vida e lá estaremos nós apavorados de novo.

Morar fora: onde os fracos não têm vez.

Desistir não está nos planos

Nem nunca esteve. Mesmo com tantas novidades acontecendo na nossa vida, nós seguimos em frente. Depois daquele “horror” do primeiro dia de aula na escolinha, vemos que é possível encontrar alegria no meio de tanta angústia e pavor.

Alguns meses depois daquele início complicado, já temos amigos, gostamos da professora, brincamos com os outros, nos enturmamos e até queremos ir para a escolinha nos fins de semana. Claro, depois que o processo de adaptação passa, a gente começa a curtir tudo aquilo.

Morar fora é ter frieza para encarar o novo

A vida, por si, nos apavora. Não é fácil viver, não é fácil aprender e temos, frequentemente, vontade de desistir. É normal, acredite. Aliás, me arrisco a dizer que é mais normal desistirmos do que continuarmos, quem o dia quem fez um plano semestral na academia.

Com o morar fora não é diferente. O fato é que para não desistirmos, precisamos a todo o instante, lembrar os motivos que nos fizeram partir. Sim, se você foi morar fora por ir, provavelmente os perrengues terão outro peso e as suas decisões também.

Mora fora: quem vai leva um pedaço de nós.

Lembre-se do que fez você partir

Pare agora de ler o texto e, por pelo menos alguns instantes, faça uma lista mental com 3 coisas que te fizeram partir (ou estão fazendo se você ainda não foi) e estar onde você está agora. Vai, faça uma listinha com o 1º, 2º e o 3º motivo que fizeram você colocar a sua vida nas malas e ir embora.

E digo isso porque com tanta coisa acontecendo ao mesmo, com tanta pressão e incertezas, vamos nos esquecendo do propósito da nossa partida. Até porque as coisas nem sempre acontecem da maneira (e no tempo) que a gente queria e, como nos frustramos, perdemos o foco e a linha.

Volte para o rumo

Pare de se apavorar e tente respirar. Sim, você decidiu morar fora, arranjou forças de onde você nem sabe, deu um último beijo em quem você tanto ama, encheu o peito e entrou naquele avião. Portanto, eu tenho certeza mesmo sem te conhecer, que você é capaz. É capaz e é tão capaz que que chegou onde chegou.

E digo isso porque somente quem teve coragem de recomeçar e enfrentar uma vida longe de tudo e de todos é que sabe o verdadeiro significado da palavra CAPACIDADE. Olhe para a listinha mental que você criou com os motivos que te fizeram partir e reflita: aqui ou lá?

Morar fora: excesso de ontem, excesso de hoje e excesso de amanhã.

Tente ver as coisas boas

Claro que morar fora nos consome, é intenso e muitas vezes nos faz pensar em desistir. É pedreira, é difícil encontrar o rumo da vida, é complicado encarar o novo sem o apoio do pai ou da mãe como naquele primeiro dia da escolinha.

É a gente com a gente misturado com muita fé e coragem. Por isso precisamos direcionar o nosso cérebro para as coisas boas, pois de ruim já basta a saudade. Pensando em tudo o que você já passou para chegar até aqui, novamente eu pergunto: aqui ou lá?

Não tem fórmula

Não mesmo. Pare de tentar encontrar a fórmula para “se dar bem” morando fora. Talvez a única fórmula para isso seja lembrar o que te fez partir, realinhar seus objetivos com o momento que você está passando e ter a certeza que desistir não está nos planos.

Morar fora é matar um leão por hora, é engolir seco um desaforo, é trabalhar fora da sua área. Morar fora é chorar de emoção quando o documento chega, mas também é tentar deixar o egoísmo de lado e perceber que nós não estamos sozinhos no caminho.

Eu, você e mais um monte de gente “maluca” também embarcou na loucura de morar fora e está passando por perrengues inacreditáveis. Relaxa, respira e tente reencontrar o foco. Acredite: se fosse para desistir nem eu, nem você e nem todos os malucos que estão espalhados pelo mundo e, estão vivendo experiências incríveis, teriam partido.

Morar fora é para todo mundo, mas não é para qualquer um e eu sei: você não é qualquer um, nem de longe. Tanto não é que enfrentou todos os seus medos, bateu no peito e está morando do outro lado do mundo com a certeza de que, apesar da dureza, valeu e continua muito valendo a pena tudo isso.

Leia também: Morar fora: mudar não é tão difícil quanto aceitar que algo acabou.

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação, faz Doutorado em Estudos de Comunicação. Apaixonado por rock and roll, conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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