Morar fora: entre falar e fazer, quanta coisa precisa acontecer?

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Foto: Pinterest

O primeiro passo que damos em direção a morar fora é começar a sonhar. Investimos horas e horas e ficamos imaginando como seria a nossa vida em outro país, como enfrentaríamos a neve, como seria o nosso trabalho e etc. Entretanto, ou tiramos a vontade do campo somente das ideias, ou nunca partiremos em busca da realização do sonho de morar fora.


Se não é prioridade, você não vai

E isso não vale somente para a realização do sonho de morar fora. Sabe qual foi o principal motivo que te fez pedir demissão daquele trabalho que te sufocava? Sabe qual foi a única coisa que te encorajou a terminar o namoro que não ia e nem vinha? Você sabe o que te fez dedicar horas e horas para terminar aquele curso que você sempre quis? Eu respondo: PRIORIDADE.

Sim, tudo o que você faz direito na vida só acontece assim porque recebe a etiqueta da PRIORIDADE. E por que com o morar fora seria diferente? Não é. Enquanto você não colocar a etiqueta de prioridade, sair de onde você está para viver uma nova experiência de vida nunca vai deixar de ser apenas um sonho.

Quando pensar em desistir, lembre do que te trouxe até aqui.

As desculpas e a pandemia

Vejo muita gente, especialmente agora com a pandemia, se lamentando e dizendo que deixou de fazer isso ou aquilo, que agora as coisas serão de outro jeito e todo aquele discurso de “ah, se não fosse a pandemia”. Porém, me peguei pensando que a pandemia também pode estar sendo utilizada como muleta para as mesmas desculpas de sempre, só que agora com outro mote.

E digo isso porque recordei da história (verdadeira) de um conhecido que sofreu uma grave lesão no joelho. Ele precisou fazer uma cirurgia longa, ficou meses sem poder colocar o pé no chão, rompeu ligamento, colocou prótese e etc. Então, em uma consulta, ele pergunta pro médico: “mas Dr., eu vou poder jogar futebol”? E o médico responde: não, pelos menos no próximo ano não”.

Quando ele me contou isso, eu perguntei: “tá, mas alguma vez na vida tu jogou futebol?” E ele responde: “não, nunca joguei. Mas eu sempre soube que eu podia, agora não posso mais”. Entende a minha relação com a pandemia? Pois é. A real é que percebo que muita gente estava em casa porque queria, mas agora que é obrigado a coisa muda de figura.

Atualização das prioridades

E não acho que a pandemia e a obrigatoriedade de ficar em casa seja algo bom. Entretanto, me pego pensando que muita gente tem dito que está tendo que adiar os sonhos e tal, como o meu amigo “jogador” de futebol, mas na verdade se a pandemia não estivesse acontecendo, estaria no mesmo lugar de sempre esperando o próximo fim de semana.

Morar fora: mudar não é tão difícil quanto aceitar que algo acabou.

Entre falar e acontecer, quanta coisa precisa acontecer?

Acredito que a pandemia está mostrando para todos nós que a distância entre o falar e o acontecer precisa ser encurtada. Se continuarmos nessa de contar os dias para o fim de semana, de estarmos sempre esperando o futuro chegar, mas sem nada fazer no presente, tudo sempre vai servir de muleta para o nosso cansaço da vida.

Aperta o passo

Em poucos meses a nossa vida mudou completamente. O que antes era “o de sempre”, agora não é mais. Um passeio, uma viagem, a maneira como trabalhamos, como nos relacionamos, tudo mudou e do dia para noite. Se tiro uma lição disso é que temos que apertar o passo para fazer as coisas acontecer antes que dê merda.

E a merda pode acontecer e muitas vezes aconteceu. Me pego pensando no tamanho do arrependimento daquelas pessoas que adiam os sonhos com extrema facilidade. “Ah, amanhã eu vejo”, “outro dia eu resolvo” e tantos jargões populares que estamos acostumados a ver e a ouvir na vida pré-pandemia.

Morar fora: hora de rever o plano

Por ser um cara extremamente otimista, acredito que a pandemia está nos mostrando a necessidade de revermos nossos planos com mais frequência. Digo isso porque espero que depois disso de pandemia, a gente pare de buscar desculpas para não resolver nossos problemas, para de encontrar formas para adiar e não realizar os nossos sonhos.

Leia também: morar fora, a jornada de quem não pode fracassar.

Estou na torcida

Torço para que a gente compreenda, ainda que da pior maneira possível, que a vida é uma só. Que devemos ter pressa naquilo que é prioridade, que temos, inclusive, que rever nossas prioridades. Se morar fora está nos seus planos, comece a encontrar uma maneira de que isso seja uma prioridade na sua vida.

O caminho não é fácil, mas tá longe de ser impossível. Na real, acho que a gente só veio morar fora e continua aqui até hoje, porque isso se tornou tão prioridade na nossa vida, que não seria possível outro resultado. E é assim, quando concentramos a nossa energia na realização dos nossos sonhos, pouco ou nada é capaz de nos deter.

Para finalizar, deixo algumas perguntas: quantas desculpas você ainda vai encontrar para adiar os seus sonhos? Quanta coisa precisa acontecer para que aquilo que você tanto fala aconteça de uma vez? Quando o morar fora vai ser prioridade para você?

Também pode te interessar o texto de Cláudio Abdo morar fora e a necessidade infinita de renovação.

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação, faz Doutorado em Estudos de Comunicação. Apaixonado por rock and roll, conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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