Descubra quais são os empregos ameaçados com a crise do Coronavírus na Europa

Emprego coronavirus
Foto: PYMNTS

Estudo mostra os empregos ameaçados e com maior risco na União Europeia.

A queda na economia mundial já é uma realidade e governos de diversos países estão tentando encontrar maneiras de evitar que mais empregos e postos de trabalho sejam fechados por conta da crise do Coronavírus.

Apesar de grande parte da economia dos países europeus ainda estarem fechadas, nem todos sentirão a crise econômica por conta do vírus chinês da mesma maneira. Na Alemanha, por exemplo, a queda do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre de 2020 foi de 2,2%.

Nos países onde estão a maior parte das pessoas que podem trabalhar em casa, cujos empregos não exigem interação cara a cara com outras pessoas, ou que estão em setores essenciais, podem mais facilmente continuar ganhando a vida.

Por outro lado, aqueles cujos empregos não são essenciais ou não podem ser realizados em casa enfrentam as maiores perdas de renda. Esses critérios servem de indicadores e ajudam a identificar quais os empregos com maior risco na União Europeia.

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Empregos ameaçados com a crise do Coronavírus na Europa

Um estudo realizado na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos (Dingel and Neiman, 2020) uniu os diferentes indicadores relacionados aos empregos que podem ser realizados de casa com os dados sobre quais indústrias são consideradas essenciais pelos governos e, portanto, não são passíveis dos bloqueios obrigatórios.

Os trabalhos com maior risco são aqueles expostos a ambas as ameaças – eles não estão em setores essenciais e não podem ser executados de casa ou exigem interação direta.

Na União Europeia, mais da metade de todos os empregos (58%) estão em setores considerados essenciais. A parcela de emprego nas indústrias essenciais varia significativamente e tende a aumentar com a renda.

Em Luxemburgo, nos países escandinavos, França, Holanda e Bélgica estão a maior parcela de empregos em setores essenciais. Países do sul como Espanha, Portugal, Grécia e Itália são mais dependentes de indústrias não essenciais, como o turismo.

Na União Europeia, 35% de todos os trabalhos podem ser realizados à partir de casa. Para os pesquisadores isso significa que Estados Unidos e Europa são parecidos em termos comparativos.

Além disso, os pesquisadores descobriram que 37% dos empregos nos Estados Unidos podem ser realizados de casa, como os trabalhos dos setores de tecnologia da informação e comunicação, finanças e educação.

Já as ocupações nas áreas da agricultura e hospitalidade (hotéis, restaurantes) não permitem tal modalidade de trabalho (de casa). No caso dos países mais ricos e principalmente do norte da Europa, como Holanda, Dinamarca, Noruega, Suíça e Suécia, são caracterizados por uma maior prevalência de trabalho que pode ser feito em casa.

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No caso dos países mais pobres do sul da Europa e os novos estados membros da União Europeia (Europa de Leste) têm relativamente menos empregos que podem ser feitos de casa.

Muitos trabalhos, como na indústria, não podem ser executados em home office, mas não envolvem interação interpessoal significativa. Na União Europeia, 24% dos empregos não exigem interações face a face.

Empregos em setores não essenciais e que não permitem home office representam 30% de todo o emprego na União Europeia. 

A proporção é mais alta na Europa Meridional (países do Sul e os banhados pelo Mediterrâneo) e de Leste representa entre um terço e metade de todos os empregos em grandes partes de Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Romênia, República Tcheca, Hungria e Eslováquia.

Por outro lado, a proporção de empregos vulneráveis é significativamente menor na Escandinávia, França, Alemanha e Reino Unido.

Em outras palavras, as fábricas podem enfrentar melhor o distanciamento social quando comparadas a muitos serviços não essenciais. Isso pode ser uma graça salvadora para os países da Europa de Leste nesta crise provocada pelo vírus chinês.

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Regiões da Europa mais vulneráveis economicamente

Ainda de acordo com o estudo, as regiões da Europa mais vulneráveis economicamente são as que provavelmente também serão as mais afetadas pela maior crise do mercado de trabalho da história recente.

Outra dimensão da vulnerabilidade dos trabalhados depende da faixa etária dos trabalhadores. Em contra-senso aos riscos à saúde que o COVID-19, que aumentam acentuadamente com a idade, os riscos econômicos concentram-se entre os jovens e diminuem com a idade.

Isso também pode ser aplicado de maneira semelhante no caso dos trabalhadores com um menor grau de instrução.

Uma maneira resumida de perceber o estrago no mercado de trabalho causado pelo Coronavírus é a seguinte: os trabalhadores mais jovens, com baixa escolaridade, mal remunerados, que vivem em países e regiões menos favorecidas economicamente e caracterizadas por uma maior prevalência de contratos temporários são os que mais irão sofrer.

E o resultado do fechamento das economias na Europa e no mundo quase todos já começam a perceber. Os efeitos no emprego, o aumento do desemprego e o fechamento comercial dos países deve favorecer o aumento da desigualdade social.

Fonte: Brookings.

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação, faz Doutorado em Estudos de Comunicação. Apaixonado por rock and roll, conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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