Quase 25% dos funcionários de TI na Estônia são estrangeiros

Trabalhar com TI na Estônia
Foto: VentureBeat.

Governo do país europeu declarou que 1/4 dos funcionários de Tecnologia da Informação na Estônia são cidadãos de outros países. Saiba mais!

Quase 25% dos funcionários envolvidos no setor de TI na Estônia são estrangeiros. Uma declaração recente do primeiro-ministro do país europeu mostra que 1/4 dos trabalhadores da área de tecnologia da informação são imigrantes.


TI na Estônia

A Estônia fica no norte da Europa e faz fronteira com a Rússia (leste) e a Letônia (sul). Tendo como capital a cidade Tallinn, o país conta com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes. Porém, é na área de tecnologia da informação que o país vêm ganhando cada vez mais destaque.

Em termos econômicos, a área de TI está crescendo e o setor já representa uma grande fatia do PIB (Produto Interno Bruto). Grande empresas mantém suas sedes no país como, por exemplo, o Skype, a Transferwise e a Veriff. Além disso, é o país com mais unicórnios (empresas que valem bilhões de euros) per capita e procura técnicos de Tecnologias da Informação.

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Tecnologia da Informação com grande potencial

O primeiro-ministro do país, Jüri Ratas, falou recentemente em uma reunião com representantes de startups, que quase 25% dos funcionários de TI na Estônia são estrangeiros. No encontro, foram discutidas as oportunidades de ajudar o mercado de capital privado e de risco a se formarem.

De acordo com Ratas, as startups e o setor de Tecnologia na Estônia têm grande potencial e podem oferecer produtos de alto valor agregado.

“Como quase um quarto dos funcionários deste setor são estrangeiros, devido ao nosso crescimento econômico e competitividade, é importante que a Estônia seja um país onde o talento estrangeiro queira vir” .

Primeiro-ministro – Jüri Ratas

Mais incentivos e oportunidades para profissionais de TI

Para o primeiro-ministro, é necessário buscar soluções para apoiar e facilitar a contratação de profissionais por parte das startups. A ideia, de acordo com Ratas, é pensar em políticas junto com o Ministério da Economia e Comunicações para tornar a Estônia atraente para novos profissionais de tecnologia da informação fixarem residência no país.

Ainda durante o encontro, foi debatido a situação atual do setor de startups. De acordo com o Estonian Startup Database, um total de 1.105 startups com quase 6.300 funcionários estão registradas na Estônia. Quanto ao salário neste setor, a média é superior aos € 2.500 (dois mil e quinhentos euros), quase 2 vezes maior que o salário médio da Estônia.

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Relações de trabalho na Estônia

Trabalho em Tallin Estonia
Foto: Medium.

Na reunião foi discutida ainda a introdução de novas formas de relações de trabalho, com o objetivo de flexibilizar a legislação trabalhista, algumas das quais propostas por empresas iniciantes. O primeiro-ministro da Estônia disse: “Trabalhar na Estônia e investir nela deve ser o mais fácil possível, e a legislação que o regulamenta é favorável e relevante”.

A Estônia está entre os países da União Europeia com o maior número de startups per capita, de acordo com o e-Estonia. As empresas de TI localizadas na nação europeia oferecem consultoria estratégica, desenvolvimento de TI para soluções eletrônicas confiáveis ​​e gerenciamento de mudanças.

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Estônia como país amigo dos profissionais de TI

A Estônia é um dos países mais amigáveis ​​da Europa para profissionais de TI e empresas. Tem até um Digital Nomad Visa, que permite que estrangeiros possam trabalhar para empregadores estrangeiros ou como freelancers e residam no país.

Por meio do Digital Nomad Visa, os estrangeiros que trabalham em empregos independentes da localização, podem trabalhar remotamente no país europeu. Tecnologia, junto com finanças e marketing são os principais setores nos quais os internacionais estão engajados por meio da Digital Nomad Visa.

Além disso, o programa de residência eletrônica, o E-residency of Estonia, já é considerado um sucesso. Por isso, será expandido em 20 países diferentes em todo o mundo nos próximos anos.

Amanda Corrêa

Amanda Corrêa é jornalista brasileira e mora no exterior há 6 anos. Possui Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho (Braga, Portugal). Morou na Inglaterra e atualmente reside em Portugal. Atua há 15 anos na área de Jornalismo, produção de conteúdos, mídias sociais. Com seus textos, ajuda brasileiros e estrangeiros a morarem fora do país e realizarem seus sonhos.

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