O que é a OTAN?

OTAN
Foto: 65Ymás

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é uma aliança de 28 países que fazem fronteira com o Oceano Atlântico Norte. Além disso, a aliança inclui os Estados Unidos, a maioria dos membros da União Europeia, o Canadá e a Turquia.


História da OTAN

Os membros fundadores da OTAN assinaram o Tratado do Atlântico Norte em 4 de abril de 1949. Desse modo, o tratado trabalhou em conjunto com as Nações Unidas (ONU), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Sendo assim, as organizações foram criadas durante a Conferência de Bretton Woods de 1944 .

Objetivo na fundação

O objetivo principal e inicial da aliança militar era o de defender os países membros das ameaças dos países comunistas. Dessa maneira, os Estados Unidos também queriam manter uma presença na Europa para evitar o ressurgimento do nacionalismo agressivo (Nazismo) e fomentar a união política dos países.

Sendo assim, a OTAN (NATO – North Atlantic Treaty Organization – termo em inglês) possibilitou a formação da União Europeia. A proteção militar dos EUA deu às nações europeias a segurança necessária para a reconstrução após a devastação da Segunda Guerra Mundial.

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OTAN – Guerra Fria

Porém, foi durante a Guerra Fria que a missão da aliança militar se expandiu e a organização passou também a prevenir uma possível guerra nuclear. Desse modo, depois que a Alemanha Ocidental aderiu à OTAN, os países comunistas formaram a aliança do Pacto de Varsóvia que contava com a URSS, Bulgária, Hungria, Romênia, Polônia, Tchecoslováquia e Alemanha Oriental.

Contudo, como resposta a organização adotou a política de “retaliação maciça”. Desse modo, os membros da aliança militar prometeram utilizar as armas nucleares caso os países do Pacto de Varsóvia atacassem algum membro da OTAN. Entretanto, a política de dissuasão da organização permitiu que a Europa se concentrasse no desenvolvimento econômico e, dessa maneira não foi necessário criar exércitos convencionais.

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URSS – presença militar

Desse maneira, a União Soviética continuou a construir sua presença militar. Porém, no final da Guerra Fria o país gastava três vezes o que os Estados Unidos gastavam com apenas um terço do poder econômico.

Contudo, após a dissolução da URSS no final dos anos 1980, o relacionamento com a OTAN com a Rússia foi severamente prejudicado. Porém, em 1997 os países da OTAN assinaram o Ato Fundador OTAN-Rússia para construir uma cooperação bilateral. Entretanto, foi somente em 2002 que foi formado o Conselho OTAN-Rússia para fazer parceria em questões de segurança compartilhadas.

Colapso da URSS – OTAN

O colapso e o fim da URSS trouxe uma agitação nos antigos estados satélites. Sendo assim, a OTAN se envolveu na guerra civil da Iugoslávia quando se tornou um genocídio. Desse modo, o apoio inicial da OTAN a um embargo naval das Nações Unidas levou à aplicação de uma zona de exclusão aérea.

Contudo, as violações levaram a alguns ataques aéreos até setembro de 1999. Dessa maneira, a OTAN conduziu uma campanha aérea de nove dias que encerrou a guerra. Além disso, em dezembro daquele ano a OTAN implantou uma força de manutenção da paz de 60 mil soldados que acabou em 2004 quando a OTAN transferiu essa função para a União Europeia.

Orçamento da OTAN

Os Estados Unidos da América contribuem com 3/4 do orçamento da OTAN. Desse modo, já durante a campanha presidencial do Donald Trump em 2016, o agora presidente dos Estados Unidos disse que outros membros da OTAN deveriam gastar mais em seus exércitos e militares.

Porém, apenas quatro países alcançam a meta de gastos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), são eles: Estados Unidos, Reino Unido, Grécia e Estônia.

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OTAN — Estados Unidos lideram os investimentos

Em 11 de julho de 2018, durante a reunião de cúpula da OTAN, o presidente americano Donald Trump solicitou que os outros países da OTAN aumentassem seus investimentos com defesa para 4% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Desse modo, para se ter uma ideia, os Estados Unidos investiram 4,5% do PIB em 2017. Ou seja, isso significa que o país injetou US$ 886 bilhões em gastos militares.

Entretanto, Trump criticou a Alemanha. Para o presidente dos Estados Unidos, não faz muito sentido que o país europeu peça ajuda aos EUA em relação a Rússia e continue comprando gás natural da nação liderada por Putin. Trump ainda disse que a OTAN está obsoleta.

Desse modo, afirmou que a organização se concentra muito na defesa da Europa contra a Rússia, mas se dedica pouco para combater o terrorismo. Os países membros temem que as críticas de Trump à OTAN e os elogios ao líder da Rússia, Vladimir Putin, signifiquem que eles não podem mais contar com os Estados Unidos como aliados em caso de ataque.

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Objetivos da OTAN

A missão da OTAN é proteger a liberdade de seus membros. Sendo assim, seus alvos incluem armas de destruição em massa, terrorismo e ataques cibernéticos. Entretanto, na reunião de 11 de julho de 2018, a organização aprovou novas medidas para conter a Rússia.

Desse modo, ficou acordado que a organização incluiria dois novos comandos militares e esforços expandidos contra a guerra cibernética e o contraterrorismo. Porém, também está em andamento um novo plano para deter a agressão russa contra a Polônia e os Estados Bálticos.

OTAN — Reação a Ataques Terroristas

Em 16 de novembro de 2015, a OTAN respondeu aos ataques terroristas em Paris. Dessa maneira, apelou para a existência de uma abordagem unificada com a União Europeia, França e membros da organização. Entretanto, a França não invocou o Artigo 5 da OTAN, pois isso seria uma declaração formal de guerra contra o grupo do Estado Islâmico.

Sendo assim, a França preferiu lançar ataques aéreos por conta própria. Contudo, o artigo 5 diz que “um ataque armado a um … será considerado um ataque a todos”. Porém, a única vez que a aliança militar invocou o Artigo 5 foi depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Combate ao terrorismo

Depois dos ataques de 11 de setembro, a OTAN respondeu aos pedidos dos EUA de ajuda na Guerra do Afeganistão . Sendo assim, assumiu a liderança de agosto de 2003 a dezembro de 2014 e no auge da guerra destacou 130 mil soldados. Entretanto, em 2015 a organização encerrou sua função de combate e passou a apoiar as tropas afegãs.

Sem intromissão em problemas internos

Contudo, a proteção da OTAN não se estende a guerras civis ou golpes internos dos membros. Por exemplo, em 15 de julho de 2016 os militares turcos anunciaram que tomaram o controle do governo por meio de um golpe. Entretanto, o presidente turco Erdogan anunciou no início de 16 de julho que o golpe tinha fracassado.

Todavia, mesmo sendo membro da OTAN, a Turquia receberia o apoio de seus aliados em caso de ataque, mas em caso de golpe “interno” o país não terá ajuda aliada.

Objetivos secundários da OTAN

Quando a estabilidade de alguma região está ameaçada, a aliança militar defende também os países que não são membros. Um exemplo disso ocorreu em 28 de agosto de 2014 quando a OTAN anunciou ter fotos provando que a Rússia invadiu a Ucrânia. Contudo, mesmo a Ucrânia não sendo membro da organização, ela trabalhou com a organização ao longo de alguns anos.

Porém, a invasão da Ucrânia pela Rússia ameaçou membros próximos da OTAN. Eles temiam que outros países satélites da ex-URSS seriam os próximos. Desse modo, a cúpula da OTAN em setembro de 2014 se concentrou na agressão da Rússia. Contudo, o presidente Putin prometeu criar uma “Nova Rússia” na região leste da Ucrânia, mas o presidente americano da época, Barack Obama, disse defender os países como Letônia, Lituânia e Estônia.

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Trabalho árduo para manter a paz

A OTAN admite que “a manutenção da paz tornou-se pelo menos tão difícil quanto fazer a paz”. Sendo assim, a OTAN está fortalecendo alianças em todo o mundo. Entretanto, na era da globalização a paz transatlântica precisa de um esforço mundial e vai além do poder militar isolado.

Países membros da OTAN

Reuniao OTAN
Foto: Euronews

Os 28 países membros da OTAN são: Albânia, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia , Eslovênia, Espanha, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Desse modo, cada membro designa um embaixador na OTAN. Sendo assim, eles fornecem funcionários para servir em comitês da OTAN e enviam os colaboradores para discutir assuntos da organização. Contudo, esses designados podem incluir o presidente, o primeiro-ministro, o ministro das Relações Exteriores ou o chefe do departamento de defesa de um país.

Além disso, em 1 de dezembro de 2015 a OTAN anunciou sua primeira expansão desde 2009 e ofereceu adesão a Montenegro. Entretanto, a Rússia respondeu chamando a ação de uma ameaça estratégica à sua segurança nacional. Isso porque, o país do líder Putin está preocupado com a quantidade de países da região dos Balcãs ao longo da sua fronteira que aderiram à OTAN.

Alianças

A OTAN participa de três alianças que expandem sua influência para além de seus 28 países membros. Sendo assim, a primeira aliança e com o Conselho de Parceria Euro-Atlântico, que ajuda os parceiros a se tornarem membros da Aliança Militar. Desse modo, inclui 23 países não pertencentes à organização que apoiam o propósito da OTAN.

Entretanto, o Diálogo do Mediterrâneo tenha a intenção de estabilizar o Oriente Médio. Dessa maneira, os países que participam e que não são membros da Aliança Militar incluem Argélia, Egito, Israel, Jordânia, Mauritânia, Marrocos e Tunísia.

Em 2004 a organização fechou aliança com a Istanbul Cooperation Initiative. Desse modo, a ideia é trabalhar pela paz em toda a região do Oriente Médio, porém inclui quatro membros do Conselho de Cooperação do Golfo: Bahrein, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

Todavia, a OTAN também coopera com outros oito países em questões de segurança conjunta. Sendo assim, existem cinco países asiáticos e da Oceania, que incluem Austrália, Japão, República da Coréia, Mongólia e Nova Zelândia e dois países cooperativos no Oriente Médio: Afeganistão e Paquistão.

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Propósito central da OTAN

Proteger a liberdade democrática entre seus 28 países membros continua sendo o propósito central da OTAN. Dessa maneira, como uma aliança política e militar o valor da coalizão para a segurança global continua a ser primordial.

Porém, sua longevidade, desde seu início em 1949, é atribuída aos valores compartilhados de seus membros que defendem a democracia, a liberdade e as economias de livre mercado. Desse modo, a OTAN continua a ser a Aliança Militar mais importante dos Estados Unidos.

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Amanda Corrêa

Amanda Corrêa é jornalista brasileira e mora no exterior há 6 anos. Possui Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho (Braga, Portugal). Morou na Inglaterra e atualmente reside em Portugal. Atua há 15 anos na área de Jornalismo, produção de conteúdos, mídias sociais. Com seus textos, ajuda brasileiros e estrangeiros a morarem fora do país e realizarem seus sonhos.

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