Emprego na Holanda no ponto mais alto desde o começo da pandemia

emprego na Holanda
Foto: Wise.

O índice de emprego na Holanda está no ponto mais alto desde março de 2020. Veja a taxa de desemprego no país europeu!

Em junho de 2021, 297 mil pessoas estavam desempregadas na Holanda, ou seja, a taxa de desemprego era de 3,2% da força de trabalho do país europeu. De acordo com o Statistics Netherlands (CBS), a última vez que havia menos de 300 mil desempregados no país foi em março de 2020, quando começou a pandemia de COVID-19.


Emprego na Holanda em alta

O Statistics Netherlands (CBS) apurou que de abril a junho de 2021, o número de pessoas empregadas aumentou em média aumentou 21 mil por mês neste período. Ainda de acordo com o órgão de estatísticas da Holanda e da Agência de Seguros do Trabalhador (Employee Insurance Agency — UWV) registrava mais de 238 mil benefícios de desemprego (WW), menos do que antes do início da crise causada pelo coronavírus.

Em junho de 2021, 4 milhões de pessoas entre 15 e 74 anos não tinham trabalho remunerado na Holanda por diversos motivos. Além dos desempregados, 3,8 milhões de pessoas não procuraram e / ou disponibilizaram imediatamente para trabalhar recentemente.

Essas pessoas não são contabilizadas na força de trabalho do país europeu. Ainda assim, o número diminuiu em média 12 mil por mês nos últimos três meses. Os jovens, em particular, voltaram a estar mais ativos no mercado de trabalho da Holanda em junho.

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Taxa de desemprego na Holanda mais baixa em junho

Segundo o relatório publicado pelo Statistics Netherlands (CBS), para permitir a comparação dos movimentos cíclicos do mercado de trabalho entre os países, toma-se como medida o indicador de desemprego da Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com este indicador, o ‘desempregado’ inclui todas as pessoas que não têm trabalho remunerado, mas que procuraram recentemente e que estão imediatamente disponíveis.

Sendo assim, isso cobre a população de 15 a 74 anos. Na Holanda haviam 297 mil desempregados em junho de 2021, o equivalente a 3,2% da população ativa. Entre março e agosto de 2020, a taxa de desemprego subiu de 2,9 para 4,6%. Depois disso, diminuiu quase continuamente.

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Menos benefícios para desempregados em junho do que antes da crise

No final de junho de 2021, a Agência de Seguros do Trabalhador (Employee Insurance Agency — UWV) fornecia 238 mil benefícios de desemprego (WW) na Holanda. São 11,3 mil menos que no mês anterior (-4,5%). Este é o quinto mês consecutivo em que o número de benefícios do WW diminui. Em junho, foram encerrados mais benefícios do WW (35,8 mil) do que iniciados (24,5 mil).

Em comparação com o final de junho do ano passado, o número de benefícios do WW atual caiu 20,7%. Pela primeira vez, o número de benefícios do WW foi menor do que antes do início da pandemia. Em fevereiro de 2020, o UWV forneceu mais de 240 mil benefícios WW.

No final de junho de 2021, o número de prestações WW pagos a jovens até aos 27 anos era 13,9% inferior ao do mês anterior na Holanda. Em comparação com o final de junho de 2020, o número de benefícios atuais do WW nesta faixa etária caiu 61,1%.

Em junho, o número de pessoas empregadas era de 9.065 mil. Isso significa que a força de trabalho ativa estava virtualmente no mesmo nível de antes do começo da crise causada pela pandemia. Em fevereiro de 2020, o número de empregados era de 9.057 mil.

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Emprego na Holanda aumentou e desemprego diminuiu nos últimos três meses

A diminuição do número de desempregados na Holanda nos últimos três meses é o resultado de fluxos subjacentes entre a população ativa, desempregada e inativa. Em junho de 2021, 297 mil pessoas estavam desempregadas no país europeu e esse número era de 326 mil três meses antes, em março. O desemprego diminuiu neste período (10 mil por mês em média).

No entanto, é importante ter em conta que o desemprego também pode diminuir quando há mais desempregados que param de procurar trabalho do que pessoas que vêm da força de trabalho inativa e começam a procurar trabalho. Nos últimos três meses, o desemprego caiu apenas por causa do primeiro: houve mais desempregados que encontraram trabalho do que empregados que perderam o emprego. Os fluxos entre a força de trabalho desempregada e a força de trabalho inativa estavam praticamente equilibrados na Holanda.

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação e Doutor em Estudos de Comunicação, é apaixonado por rock and roll e conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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