Vagas na Alemanha para professores: capital alemã sofre com escassez de profissionais

vagas na Alemanha para professores
Foto: DW (T.Trustchel).

Sobram vagas na Alemanha para professores, especialmente na capital do país, Berlim. Confira como está a situação no país mais rico da Europa.

A escassez de profissionais de educação em Berlim está aumentando e atualmente existem centenas de vagas na Alemanha para professores. O pior de tudo é que nada pode ser feito num curto espaço de tempo. E basicamente três fatores influenciam o atual quadro: mais professoras grávidas, mais dispensas e quase nenhum interesse na profissão.


Vagas na Alemanha para professores

Segundo uma publicação do jornal alemão Der Tagesspiegel, atualmente existem cerca de 450 vagas nas escolas de Berlim. Isso é confirmado por informações atuais de todos os distritos disponíveis no espelho diário. Dessa forma, uma em cada dez vagas nas escolas secundárias em Spandau e nas escolas especiais em Tempelhof-Schöneberg estão sem professores. A Secretaria de Educação do Senado não quis confirmar os números, mas admitiu que existem inúmeras vagas abertas na Alemanha para professores.

Segundo um porta-voz do governo, a demanda aumentou significativamente. No começo do ano letivo, a senadora da Educação Sandra Scheeres (SPD) falava de apenas 80 vagas abertas para professores, porém ela não sabia que haveria mais de 850 dispensas em vez de 700. Além disso, nem todos os 150 processos de recrutamento e nomeações foram implementadas na época. Além disso, a situação se agravou mais, pois ocorreram 330 notificações de gravidez, mais do que o normal.

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Governo alemão tenta preencher vagas

Aliás, há um número acima da média de professores em Berlim para treinamento de línguas, ensino compartilhado, inclusão ou integração. Estatisticamente, cerca de 40% mais professores estão de plantão do que o matematicamente necessário para cobrir o ensino puro. Porém, 350 cargos de ensino foram convertidos para preencher os espaços vazios e a senadora Scheeres havia tentado, no início do novo ano letivo, não deixar que as lacunas parecessem muito grandes.

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O conselho de funcionários se opôs à realocação de professores e apontou a falta de pessoal treinado. Sem contar que o conselho também ressaltou que 350 cargos docentes foram convertidos em cargos de outros docentes para poder preencher as falhas e ausências. Desse modo, assistentes sociais, supervisores, auxiliares de ensino pedagógico, psicólogos e pessoal administrativo foram contratados em vez de professores, uma medida puramente emergencial.

Além disso, cerca de 900 vagas estão ocupadas por contratos temporários e por profissionais que não cursaram disciplina para as escolas de Berlim e só foram contratados porque havia uma falta de mão de obra. Consequentemente, um total de 2.030 cargos não foram preenchidos ou não foram ocupados por profissionais adequados. Também, cerca de 4 mil professores que estão lecionando atualmente ainda estão trabalhando em uma segunda disciplina ou concluindo o estágio jurídico durante o trabalho.

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Vagas na Alemanha para professores: pouco interesse na profissão

Devido à escassez, a administração da educação tentou neutralizar o problema com uma grande semana de informações em setembro. No entanto, houve muito menos interessados ​​do que o esperado. Com a falta de pessoal em todo o país, Berlim sofre ainda mais, pois é o único estado federal que não tem professores como funcionários públicos.

Diante da emergência e da falta de professores em Berlim, o sindicato da educação anunciou que vai convocar uma greve. A ideia é que o movimento sirva de alerta para os políticos e terá como principal foco dizer que não faz sentido continuar apostando na criação de turmas menores, pois faltam profissionais treinados.

*Ouça também o Podcast Partiu Morar Fora, disponível no Spotify:

Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação e Doutor em Estudos de Comunicação, é apaixonado por rock and roll e conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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