Vagas na Hungria: país nunca teve tantas oportunidades de emprego

vagas na Hungria
Foto: Guia do Estudante.

São milhares de vagas na Hungria e país europeu está próximo de um recorde histórico com grave escassez de mão de obra. Saiba mais!

O número de vagas na Hungria está próximo de um recorde histórico, afetando tanto o setor privado quanto o setor público do país europeu. Com a rápida recuperação da economia, o país europeu enfrenta o mesmo problema que enfrentava antes da crise da coroa: a escassez de mão de obra. O problema pode se agravar ainda mais nos próximos anos. Saiba mais!


Vagas na Hungria

O alerta foi dado pelo portal de notícias Portfolio que traz informações e gráficos importantes sobre a economia da Hungria. De acordo com o site, o mundo se recuperou de forma supreendentemente positiva após a pandemia. Desse modo, o crescimento do comércio mundial também ajudou na expansão da economia húngara, enquanto os programas de estímulo doméstico também apoiaram o crescimento do PIB e, portanto, o crescimento do emprego.

Com o PIB substancialmente acima dos níveis antes da pandemia, não surpreende que a economia do país europeu esteja enfrentando exatamente os mesmos problemas de antes da COVID. De acordo com os dados do Serviço Central de Estatística, o número de vagas na Hungria também atingiu um recorde histórico no início de 2022.

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Sobram oportunidades de emprego

Somente no primeiro trimestre do ano, foram criadas 87 mil vagas na Hungria. É o nível mais alto de todos os tempos no país e há 60.000 trabalhadores em falta no setor privado, segundo dados oficiais, o que é 3.000 a menos que o recorde anterior, e seriam necessários 24.000 trabalhadores no orçamento, um recorde histórico. Esses números são muito altos, mas na realidade o problema pode ser ainda mais grave, pois é necessário incluir apenas as vagas informadas pelas empresas.

Estimativas de especialistas sugerem que a escassez de mão de obra no setor privado pode ser duas a três vezes maior do que os dados sugerem. Em quase todos os setores, as empresas querem contratar cada vez mais trabalhadores à medida que a demanda aumenta e conforme o número de funcionários também cresce.

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Setores com mais problemas

Após a desaceleração na economia e no emprego causada pela pandemia, mais e mais trabalhadores seriam contratados novamente no comércio e na hotelaria, enquanto o número de vagas em Tecnologia da Informação (TI) está em alta. Nesse setor, a pandemia também não conseguiu reverter a demanda por mão de obra.

A maioria das vagas na Hungria estão na indústria de manufatura, são mais de 22.000 oportunidades de emprego. As empresas esperam mais mão de obra estrangeira neste setor, mas mesmo com a chegada de cada vez mais trabalhadores de países terceiros (de fora da União Europeia), os setores não estão sendo aliviados com os problemas do mercado de trabalho.

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Sobram vagas na Hungria também no setor público

Além das vagas na Hungria no setor privado, o maior problema parece ser o setor público. Isso porque o número de vagas no setor de saúde se estabilizou em um nível persistentemente alto, atingiu seu pico anterior na educação e estabeleceu um novo recorde no setor de proteção administrativa. Quatro em cada cem empregos já estão vagos na área da saúde e dois na educação.

E a situação tende a ser pior, pois nos setores ligados ao estado muitas vezes não é possível preencher uma nova vaga se o número de funcionários diminuir. A escassez de mão de obra deve piorar nos próximos anos.

No setor público, o levantamento das proibições de demissão (por exemplo, polícia) pode ser um problema, e setores com disparidades salariais significativas (educação) também podem enfrentar desafios crescentes à medida que mais e mais pessoas abandonam a profissão devido à falta de professores.

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No setor privado, o crescimento da economia/demanda e o envelhecimento da sociedade estão piorando as carências de mão de obra, que ainda não foram mitigadas pelos trabalhadores estrangeiros. É por isso que cada vez mais empresas podem buscar fazer investimentos em eficiência, mas a atual incerteza econômica não é propícia para isso.

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação e Doutor em Estudos de Comunicação, é apaixonado por rock and roll e conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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