Migração global: OCDE diz que pandemia traz graves consequências aos fluxos migratórios

Migração global
Foto: Daily Sabah.

Publicação no site da OCDE mostra que a pandemia encerra uma década de crescimento na migração global.

A pandemia de COVID-19 colocou a economia do planeta de joelhos, porém também foi capaz de travar o crescimento de 10 anos no fluxo da migração global. Além disso, de acordo com uma publicação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de hoje (19 de outubro de 2020), os trabalhadores estrangeiros têm um risco muito maior de serem infectados pelo Coronavírus e são os primeiros a serem escolhidos no momento da demissão.


O que é a OCDE?

A OCDE, sigla para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico é uma organização econômica. São 36 países membros na organização que foi fundada em 1961 e nasceu com o intuito de estimular o progresso econômico e o comércio mundial. Além de países da América do Norte e do Sul, da Europa e da Ásia-Pacífico, participam o México, Chile e a Turquia considerados emergentes.

Confira a lista dos países que pertencem à OCDE:

  • Alemanha;
  • Austrália;
  • Áustria;
  • Bélgica;
  • Canadá;
  • Chile;
  • Coreia do Sul;
  • Dinamarca;
  • Eslováquia;
  • Eslovênia;
  • Espanha;
  • Estados Unidos;
  • Estônia;
  • Finlândia;
  • França;
  • Grécia;
  • Hungria;
  • Irlanda;
  • Islândia;
  • Israel;
  • Itália;
  • Japão;
  • Letônia;
  • Lituânia;
  • Luxemburgo;
  • México;
  • Noruega;
  • Nova Zelândia;
  • Países Baixos;
  • Polônia;
  • Portugal;
  • Reino Unido;
  • República Tcheca;
  • Suécia;
  • Suíça;
  • Turquia.

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Migração global travada pela pandemia

A OCDE publicou o International Migration Outlook 2020, um relatório onde a organização faz a análise dos desenvolvimentos recentes nos movimentos e políticas de migração nos países que pertencem à OCDE. Contudo, alguns países não membros também são analisados e o documento apresenta os resultados do mercado de trabalho dos imigrantes.

No documento publicado pela OCDE, é possível verificar que os fluxos migratórios globais foram travados pela pandemia. O relatório de 369 páginas mostra que os governos precisam atuar de maneira enérgica para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores em atividades essenciais.

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Graves consequências na migração global

A crise causada pela pandemia de COVID-19 terá, ainda segundo o relatório da OCDE, “consequências sem precedentes sobre os fluxos migratórios”. O documento mostra que antes da pandemia, os fluxos de migração permanente em 2019 para os países da OCDE totalizaram 5,3 milhões.

Porém, após o início da pandemia quase todos os países da OCDE restringiram a entrada de estrangeiros em seus territórios. Desse modo, o resultado foi que as emissões de novos vistos e autorizações de residência para os países da OCDE registraram uma queda de 46% no primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

Ainda de acordo com a OCDE, foi a maior queda já registrada. Porém, no segundo trimestre a queda chegou aos 72%. Ou seja, 2020 será um ano marcado pela baixa histórica para a migração internacional na área da OCDE.

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Migração global afetada por um longo período

Outros dados indicam que a mobilidade não retornará aos níveis anteriores por algum tempo. Para a OCDE, isso ocorre porque há uma baixa demanda de mão de obra.

Entretanto, são as restrições de viagens que serão persistentes e severas e o uso generalizado do teletrabalho entre os trabalhadores altamente qualificados e à aprendizagem remota pelos alunos que demonstram que as consequências na migração global serão longas e duradouras.

Papel importante das migrações

Para o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, “a migração continuará a desempenhar um papel importante para o crescimento econômico e a inovação, bem como para responder às rápidas mudanças dos mercados de trabalho”. Além disso, Gurría ressaltou que os trabalhadores migrantes estiveram na linha de frente da crise.

Para o secretário-geral, os trabalhadores migrantes representam uma grande parte da força de trabalho médica da OCDE, com um em cada quatro médicos na OCDE e um em cada seis enfermeiras.

Em muitos países da OCDE, mais de um terço da força de trabalho em outros setores-chave como transporte, limpeza, fabricação de alimentos e serviços de TI (Tecnologia da Informação), são realizados por imigrantes.

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Desemprego e dificuldades

A pandemia colocou o mercado de trabalho em dificuldades, especialmente para os imigrantes. Quase todo o progresso da última década nas taxas de emprego registrado entre os trabalhadores imigrantes foi destruído pela pandemia.

O relatório mostra que nos países onde os dados são disponibilizados, o desemprego dos imigrantes aumentou mais, em comparação com os cidadãos nativos. Contudo, os maiores aumentos no desemprego para imigrantes foram observados no Canadá, Noruega, Espanha, Suécia e Estados Unidos.

Na Suécia, quase 60% do aumento inicial do desemprego foi de trabalhadores imigrantes. Nos Estados Unidos, o desemprego dos imigrantes era menor do que o dos cidadãos nativos em quase um 1% antes da pandemia, porém agora está 2% maior.

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Outros resultados apresentados pela OCDE

O relatório da OCDE mostra ainda que os migrantes estão altamente expostos aos impactos da pandemia na saúde, como resultado do trabalho na linha de frente durante a pandemia. Contudo, a organização afirma que a alta exposição e possibilidade de contágio ocorre também por conta das vulnerabilidades ligadas, por exemplo, às condições de habitação e pobreza.

Os estudos que foram realizados em vários países da OCDE descobriram um risco de infecção pelo menos duas vezes maior nos imigrantes do que nos cidadãos nativos.

Referências

Todas as informações contidas no texto foram retiradas da site da OCDE. Caso você queira, poderá acessar o International Migration Outlook 2020 no site da organização e ler gratuitamente de maneira online.

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação, faz Doutorado em Estudos de Comunicação. Apaixonado por rock and roll, conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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