União Europeia propõe a reabertura das fronteiras da Europa para turistas

reabertura das fronteiras da Europa
Foto: Anugrah Lohiya – Pexels.

Com a chegada do verão, a UE está propondo a reabertura das fronteiras da Europa para turistas numa tentativa de melhorar a economia.

Em um anúncio que certamente será bem-vindo por viajantes de todo o mundo, as autoridades da União Europeia propuseram na segunda-feira, 3 de maio, a flexibilização das restrições às visitas ao bloco de 27 nações, à medida que as campanhas de vacinação em todo o continente ganham velocidade.


Reabertura das fronteiras da Europa para turistas

As viagens para a União Europeia são atualmente extremamente limitadas, exceto em alguns países com baixas taxas de infecção por COVID-19. Porém, com a aproximação da temporada de turismo de verão, a Comissão Europeia do bloco espera que as novas recomendações expandam drasticamente essa lista.

A Comissão Europeia espera que a mudança permita em breve que os viajantes se reúnam com seus amigos e parentes que vivem na Europa e, dessa maneira, apoiem a economia do bloco neste verão. “É hora de reviver a indústria do turismo na UE e de reacender as amizades transfronteiriças – com segurança”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “Propomos dar as boas-vindas aos visitantes vacinados e oriundos de países com bom estado de saúde”.

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Proposta da Comissão Europeia

Segundo a proposta da Comissão Europeia, a entrada seria concedida a todas as pessoas totalmente vacinadas com vacinas autorizadas pela União Europeia. As vacinas contra o coronavírus autorizadas pela Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency — EMA), o regulador de medicamentos do bloco, incluem:

  • Pfizer,
  • Moderna,
  • AstraZeneca e
  • Johnson & Johnson.

A EMA não aprovou nenhuma vacina da Rússia ou China ainda, mas está analisando os dados para o Sputnik V da Rússia.

As nações da União Europeia também podem decidir individualmente aceitar viajantes imunizados com vacinas listadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para uso emergencial. A agência de saúde da ONU aprovou as mesmas quatro vacinas que a EMA e espera-se que em breve tome uma decisão sobre a vacina chinesa Sinopharm.

Acompanhe a cronologia da reabertura das fronteiras da União Europeia.

Campanhas de vacinação na União Europeia

Autoridades da União Europeia acreditam que as campanhas de vacinação contra a COVID-19 do bloco em breve serão “uma virada de jogo” na luta contra o vírus. A sua proposta será discutida com os embaixadores da União Europeia esta semana e a Comissão Europeia espera que possa começar em junho, uma vez que seja adotada pelos Estados-Membros.

Ainda assim, a recomendação não é vinculativa e os países da UE terão o direito de manter as restrições de viagem em vigor, se assim o desejarem. O porta-voz da Comissão, Adalbert Jahnz, disse que viajantes totalmente vacinados vindos de fora da União Europeia deveriam ter permissão para visitar a Europa, mas insistiu que o objetivo da proposta não é isentá-los de testes ou quarentenas na chegada. “Isso ainda está muito nas mãos dos Estados membros”, disse ele.

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Nova abordagem na lista de classificação de risco

A Comissão Europeia também propôs aumentar o limite de novos casos de COVID-19 que são usados ​​para determinar os países a partir dos quais todas as viagens devem ser permitidas. “Viagens não essenciais, independentemente do estado de vacinação individual, são permitidas atualmente em sete países com uma boa situação epidemiológica”, disse o documento, propondo aumentar a taxa de infecção de COVID-19 cumulativa de 14 dias por 100.000 habitantes de 25 para 100.

“Isso permanece consideravelmente abaixo da média atual da UE, que é mais de 420”, lê-se no documento. Não ficou claro quais países realmente fariam o corte, mas de acordo com uma notícia publicada pela AP (Associated Press), um funcionário da União Europeia, que não foi autorizado a ser citado nominalmente, afirmou que a proposta ainda não foi adotada e disse que Israel definitivamente estaria na lista.

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Freio de emergência

No caso de a situação de infecção de COVID-19 se agravar em um país não pertencente à União Europeia, a Comissão Europeia propôs um “freio de emergência” para impedir que variantes perigosas do vírus entrem no bloco por meio de limites de viagem rapidamente decretados.

Autoridades da União Europeia e nações também estão falando sobre a introdução de certificados de COVID-19 com o objetivo de facilitar as viagens pela região neste verão. Os documentos, às vezes chamados de passaportes de coronavírus ou certificados verdes, seriam entregues a residentes da União Europeia que pudessem provar que foram vacinados, fornecer um teste de coronavírus negativo ou provar que se recuperaram do COVID-19.

Certificado de vacina e testes para facilitar a reabertura das fronteiras da Europa para turistas

“Até que o certificado verde digital esteja operacional, os estados membros devem ser capazes de aceitar certificados de países não pertencentes à UE”, disse a Comissão, acrescentando que as crianças não vacinadas devem poder viajar com seus pais vacinados se apresentarem um teste PCR negativo. A Grécia, que depende fortemente do turismo, já suspendeu as restrições de quarentena para os Estados Unidos, Reino Unido, Israel e outros países não pertencentes à União Europeia.

No sábado, a Hungria afrouxou várias restrições de contenção da COVID-19 para residentes com cartões de imunidade emitidos pelo governo, dados aos que receberam uma dose da vacina ou se recuperaram do COVID-19. Pessoas com os cartões de plástico podiam entrar em salas de jantar internas, hotéis, teatros, cinemas, spas, academias, bibliotecas, museus e outros locais recreativos na Hungria.

Toda a questão dos passaportes de COVID-19 é preocupante em muitas partes do mundo, com críticos dizendo que eles discriminam pessoas em países mais pobres ou jovens que não têm acesso a vacinas em muitos países. O governo húngaro avançou com seus próprios certificados porque tem vacinado as pessoas com uma variedade de vacinas, incluindo vacinas da China e da Rússia que não foram aprovadas pela EMA.

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação e Doutor em Estudos de Comunicação, é apaixonado por rock and roll e conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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