Como se sentiria hoje se tivesse desistido lá trás?

tivesse desistido
Foto: Samson Katt – Pexels.

Após nos superarmos podemos olhar para nosso passado e entender que tudo valeu a pena, mas se eu tivesse desistido?

Se tivéssemos criado uma listinha para anotar todas as vezes que pensamos e por vezes tentamos desistir, quantos itens teriam esses escritos? A vida nunca foi fácil, não é e jamais será, realidade essa que nos ajuda a colocar os pés no chão e a entender que ou nos concentramos no nosso próprio potencial ou estaremos fadados ao fracasso. Morar fora exige dos imigrantes coragem, força, ousadia, esperança, fé e acima de tudo, constância. 


Como se sentiria hoje se tivesse desistido lá trás?

Pensar a desistir é sempre uma possibilidade, escolhemos essa alternativa por diversas razões, podem ser elas:

  • falta de recursos internos,
  • inabilidade técnica,
  • falta de coragem,
  • pouca disciplina,
  • baixo poder econômico,
  • desequilíbrio emocional,
  • preguiça e
  • muitas vezes falta de foco.

Aprendemos a desistir quando no passado fomos expostos a situações as quais não estávamos preparados ou por vezes não nos sentimos seguros e a opção mais fácil era abrir mão ou deixar para depois. 

Outro fator que pode potencializar a escolha pelo desistir é o nosso ciclo social/familiar. Ao crescermos próximo de pessoas com pouco comprometimento e constância, tendemos a espelhar esses comportamentos, afinal de contas, se todas as pessoas que são uma referência para mim se comportam desta forma, por que faria diferente?

Será que ainda faz sentido morar no exterior?

Quem está do seu lado?

Eis aqui a importância de escolhermos muito bem quem serão nossas companhias, pois desta forma conseguiremos perceber quem nos influenciará. Essa realidade é ainda mais latente quando escolhemos morar fora, pois deixamos para trás a maioria das pessoas que possuem uma relevância e significado em nossas vidas. 

Talvez neste momento você esteja se perguntando, “será que eu desisto mesmo? Será que tenho histórico de desistir fácil das coisas? Será que desisti e não me dei conta? Será que escolhi não fazer e essa era uma forma de desistência disfarçada?

Quando passamos a morar fora tudo à nossa volta passa a nos desafiar; cultura, idioma, política, economia, nossas emoções, nossa forma de encarar a realidade que se apresenta, o clima e claro, nossos próprios pensamentos e teorias da conspiração que só existem em nossa cabeça.

Certamente você já desistiu de muitas coisas e não se deu conta, mas o passado não dá mais para ser resolvido, precisamos nos concentrar no aqui e no agora. 

Confiança afetada: as pessoas que você confia também confiam em você?

Fortaleça a sua coragem

Chegou o momento de se concentrar no que é possível ser feito, focar nas suas habilidades e competências, aceitar o que se é e fortalecer a sua coragem. Não importa quão ruim ou desafiadora seja a sua realidade, é tempo de ter fé em você mesmo e dobrar a aposta da vida.

Talvez você esteja tão cansado que essas palavras não te convençam, mas que tal descansar um pouco? Escolher uma atividade física que te energize, meditar, aprender a respirar, alongar-se, alimentar seu espírito, estimular sua mente, aquecer seu coração, limpar a vista, a ideia é cuidar de você mesmo. Fica difícil esperar dias melhores se nem você mesmo faz a sua parte.

Hoje você entende que avançou muito, mas como seria se você tivesse desistido lá atrás? Você conseguiu e isso merece ser celebrado, festeje, se recompense, se mime, se cuide! Morar fora é uma experiência incrível, mas não é para todos e nem precisa ser.

Por vezes acompanhamos a história dos outros e passamos a desejar o mesmo para nós, mas isso está alinhado ao seu propósito e objetivos de vida? Cuidado para não se perder no meio do caminho tentando viver a sua vida à luz das experiências dos outros. 

Cuidado ao colocar as emoções a frente das suas decisões.

Existe um tempo certo para cada coisa

Também preciso lembrar a vocês que existe um tempo para cada coisa e uma validade, é inteligente reconhecermos o que ainda devemos manter em nossas vidas e o que ainda devemos escolher viver.

Amores falidos, experiências no exterior que acabam com nossa saúde mental, estudos que comprometem nosso equilíbrio. E experiências tóxicas devem ser encerradas o mais rápido possível, só temos uma vida e não vale a pena passar por esse mundo escolhendo sofrer. 

Por isso, aprenda a se respeitar e jamais esqueça do que você é capaz, se você se distrair ao ponto de desconfiar da sua própria capacidade, procure ajude. 

Leia também: Liberte-se da obrigação de ter que agradar as pessoas.

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Vitor Luz

Vitor Luz possui formação em Jornalismo e Psicologia e ao longo da sua trajetória profissional pode se dedicar a busca de novos conhecimentos e fez uma formação em Inner Vision, Programação Neurolinguística – PNL e Certificação Internacional em Master Coaching Mentoring e Holomentoring – ISOR. Atualmente mora na cidade do Porto em Portugal para fazer um Mestrado em Psicologia, na área da Psicogerontologia. Enquanto Psicólogo Nômade Digital realiza atendimento online para brasileiros espalhados pelo mundo, os auxiliando a lidar com a saudade, medo, solidão, desilusões amorosas, relacionamentos afetivos e transição de carreira.

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