Dicas para evitar erros e passar na imigração

passar na imigração
Foto: The San Diego Union-Tribune.

Passar na imigração não precisa ser um sufoco, principalmente se você seguir algumas dicas. Confira!

Viajar é bom (e que saudade), porém anualmente muitas pessoas encontram dificuldade para passar na imigração e são barradas. Entre os países considerados “mais difíceis” (ou mais exigentes) para entrar estão os Estados Unidos, o Reino Unido, a Austrália e os países membros da União Europeia. Contudo, confira algumas dicas simples que podem ajudar a evitar erros e passar na imigração.


Dicas para evitar erros e passar na imigração

Ainda que a viagem seja a turismo e você tenha um visto válido (como é o caso dos Estados Unidos), existe um risco de que a sua entrada seja negada. Porém, com algumas dicas, é possível evitar erros e passar na imigração sem muito estresse.

Confira quais são os equívocos muito comuns e que são cometidos por quem viaja a turismo para o exterior e veja as dicas para evitar erros e passar na imigração. Com certeza, depois de ler as dicas e conhecer os erros você viajará de forma mais tranquila da próxima vez.

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Conheça os erros e saiba como passar na imigração sem problemas

Listamos alguns erros e trouxemos dicas para você viajar mais tranquilamente para o exterior da próxima vez. Veja:

Passagem de volta

Nunca, mas nunca viaje para o exterior sem data prevista para retornar. Esse talvez seja um dos erros mais graves que os turistas possam cometer. E sabe por quê? Porque para os oficiais de imigração, quando você não tem uma passagem de volta, você pode estar ‘pensando’ em nunca mais voltar.

Além disso, todos os países possuem períodos máximos de estadia previstos em lei e essa determinação pode exigir ou não um visto de viagem e até ter interesse no motivo da viagem. Desse modo, os oficiais de imigração conseguem controlar o fluxo de entrada e saída de estrangeiros através da comprovação de uma passagem de volta.

Aliás, de ressaltar que a passagem de volta geralmente é exigida pelas companhias aéreas antes mesmo do seu embarque. Por isso, uma dica fundamental é ativar aquela pastinha de documentos, imprimir a passagem de ida e de volta, reservas de hotéis e, claro, ter o passaporte sem em mãos. Nunca, mas nunca despache documentos importantes como o passaporte. Um mantra de todo o viajante é: PASSAPORTE SEMPRE COMIGO (junto do corpo e não na mochila)!

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Dinheiro para a viagem

Uma das perguntas mais comuns feitas pelos oficiais de imigração é: qual a sua profissão? Isso porque os agentes são treinados para “pegar” quem quer entrar no país de maneira ilegal, mas também porque são receosos com tráfico humano e capacidade financeira dos viajantes.

Por isso, na pastinha de documentos, inclua sempre os comprovativos financeiros que sejam capazes de comprovar que você não vai precisar de ajuda do governo do país que você está entrando para sair dele depois. Aliás, é muito comum que os oficiais de imigração queiram saber quanto de dinheiro você tem ali com você e quanto pretende (e pode) gastar por dia.

Para ajudar você, tenha em mente que a quantia ideal de dinheiro (em espécie, cartão de crédito, etc.) é de, em média, US$ 60 (sessenta dólares) nos Estados Unidos ou €70 (setenta euros) na Europa por dia de viagem. Então, a base de cálculo é simples: 10 dias de viagem, US$ 600 ou € 700 euros.

Porém, quantias muito elevadas de dinheiro vivo também precisam de comprovação (e declaração) e os limites são US$ 10 mil nos Estados Unidos ou € 10 mil na União Europeia.

Contudo, você não precisa ter todo o dinheiro da viagem em espécie e na mão até por uma questão de segurança. Por isso, você pode comprovar que tem um bom limite no cartão de crédito e que consegue fazer levantamentos da sua conta no Brasil mesmo estando no exterior. Entretanto, não se assuste se o oficial de imigração pedir para conferir o saldo ou limite disponível no cartão (mais um papel para colocar na pastinha).

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Passar na imigração — comprovativo de reservas e hospedagem

Independentemente de onde você vai se hospedar (hotel, Airbnb, etc.), uma dica importante para passar na imigração sem problemas é ter o comprovante da sua reserva. Não esqueça que as informações sobre o pagamento são relevantes e seria melhor ainda que estivesse na língua oficial do país que você pretende visitar.

É comum que, quando os oficiais de imigração desconfiam de alguém, eles confirmem as reservas e queiram saber mais sobre o pagamento. Ah, e claro que tudo deve fazer sentido. Então se você, por exemplo, vai visitar Londres, não adianta apresentar comprovantes de hospedagem em Liverpool.

E se eu for ficar na casa de um amigo? Sem problemas. Basta conferir a legislação do país, pois muitas deles exigem que quem vai te receber faça uma carta-convite preenchida a mão e explique o motivo da sua viagem, a duração e até que pode ficar responsável financeiramente por você em um caso extremo. Porém, se o seu anfitrião estiver residindo de maneira ilegal, você pode se incomodar com os agentes de imigração.

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Motivo da viagem

Um oficial de imigração pode perguntar: o que você veio fazer aqui? E, obviamente, é interessante que você saiba explicar com detalhes o motivo da sua viagem. Se for uma viagem de turismo, é comum quem os agentes de imigração perguntem pontos turísticos que você quer visitar e, quando não é uma cidade muito procurada por turistas, o que especificamente você foi fazer lá.

Então tenha tudo em mãos e, caso não domine o idioma, escreva num papel e leia de maneira calma e pausada para que não ocorra falha na comunicação. No caso de uma viagem de trabalho, leve todos os documentos que comprovem a relação. O mesmo serve para quem for viajar para estudar ou até participar de congressos internacionais. Um documento da universidade é suficiente, mas leve impresso e na pastinha!

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Seguro de viagem

Mais de 30 países exigem e obrigam que todas os estrangeiros tenham um seguro de viagem internacional. Um exemplo é a União Europeia onde a exigência é que um visitante estrangeiro tenha um seguro com uma cobertura mínima de € 30 mil (trinta mil euros) para a necessidade de cobrir despesas médicas e até de internamento.

As empresas que comercializam essas apólices geralmente cumprem essa exigência. Porém, caso você não saiba como encontrar um seguro de viagem ideal (e que caiba no seu orçamento), procure a empresa da bandeira do seu cartão de crédito. Isso porque muitas delas oferecem essa cobertura ‘gratuitamente’, mas você pode nem saber disso.

Com a pandemia, é importante ter atenção ao seguro de viagem. Isso porque algumas operadoras não incluem a COVID-19 no valor de cobertura. Mesmo nos países onde o seguro de viagem não é obrigatório, ter um seguro contratado pode evitar problemas e, geralmente, o custo x benefício compensa. Os seguros são baratos pela dor de cabeça que podem evitar que você tenha!

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Nunca minta ao passar na imigração

Regra de ouro para passar na imigração sem problemas: NUNCA MINTA. Repita comigo: NUNCA MINTA. Nem que seja uma mentira ‘pequena’, não minta. Se você vai ficar na casa de algum familiar ou amigo, saiba tudo sobre ele e tenha todos os documentos (seus e dele) em mãos. Mentir para um oficial de imigração pode custar a sua deportação!

Então fale sempre a verdade, sempre. Se você está viajando sozinho(a), mas vai encontrar com amigos. Fale a verdade. Uma coisa que pode acontecer é o seu amigo ter a reserva de um hotel, mas você responder que está viajando sozinho e mostrar o comprovante de hospedagem no nome do seu amigo. Para o agente de imigração você está mentindo.

Os sistemas de informação de países como o Reino Unido e os Estados Unidos consegue acessar e saber até quem comprou e pagou pela sua passagem. Sem contar que os oficiais de imigração conseguem saber até se você despachou a bagagem e quanto a sua mala estava pesando. Então, a dica é falar sempre a verdade e não mentir, pois os agentes são treinados e atendem milhares de pessoas. Eles saberão, rapidamente, que você está mentindo e isso vai te prejudicar!

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Atenção para as validades dos documentos de viagem

De maneira geral os países exigem que o seu passaporte tenha uma validade superior ao período total da sua viagem. Porém na União Europeia a exigência é que a validade mínima seja de três meses após a sua viagem de retorno ao seu país de origem. Em países como a Irlanda, a Austrália, o Japão e até o México, as autoridades de imigração exigem que o seu passaporte tenha validade mínima de seis meses após a data de retorno ao seu país de origem.

Então, a regra é conferir as validades dos documentos antes de embarcar. Nos países vizinhos ao Brasil e que fazem parte do MERCOSUL, você pode apresentar o seu documento de identidade (RG). Porém, é necessário que ele esteja em boas condições, com uma foto atualizada e recente e dentro da validade. Tenha atenção a isso para evitar mais um estresse ao passar na imigração.

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Redes sociais

Países como os Estados Unidos, os agentes de imigração poderão acessar suas redes sociais. Por isso, evite postar e compartilhar fotos e matérias que incitam a violência ou até se posicionar favoravelmente a atos terroristas de qualquer natureza. Além disso, tenha cuidado com o tipo de comentários que você faz, especialmente se você é muito crítico(a) ao país onde você pretende entrar.

É cada vez mais comum que os oficiais de imigração acessem as redes sociais das pessoas e se você é de xingar todo mundo e se posicionar sobre assuntos polêmicos, saiba que isso pode ser usado contra você. Aliás, até a sua participação e interesse em grupos como “morar nos Estados Unidos” ou “brasileiros na Inglaterra” pode indicar que você tem planos de ficar e isso pode servir para que os agentes de imigração desconfiem do propósito da sua viagem.

Certificado de vacinação e outros documentos

Muitos países exigem a apresentação do certificado internacional de vacinação e não, nem estou falando da COVID-19. Por exemplo, em Moçambique, na África do Sul, Angola, Austrália, Egito, Maldivas e até na Tailândia, as autoridades de imigração exigem o certificado de vacinação contra a febre amarela. Por isso, não esqueça de providenciar o documentos antes de embarcar e claro, faça isso com tempo porque não é de um dia para o outro.

Em outros países podem ser exigidas vacinações mais específicas. Por exemplo, quando viajei para a África do Sul e Moçambique, eu precisei tomar as gotinhas para a poliomielite. Sim, precisei me vacinar contra o vírus da pólio porque ele é altamente contagioso e, apesar de não poder mais desenvolver a doença, eu poderia ser um hospedeiro e trazer a doença para o Brasil no meu retorno. Confira a exigência de cada país no Portal Consular.

Atenção à bagagem

Parece bobagem, mas tenha muito cuidado com sua bagagem. Parece desnecessário dizer, mas armas, drogas e animais silvestres definitivamente não combinam com viagens internacionais. Aliás, você pode ir para a cadeia por isso. Então tenha sempre muito cuidado com as suas malas e mochilas e nunca, nunca deixe que um estranho tenha acesso aos seus pertences.

Também é importante ter em mente que para transportar itens (valiosos ou não) como joias, obras de arte e até peças de coleção, você geralmente vai precisar de declarações que comprovem a procedência dos objetos e seus valores. Em países árabes como a Arábia Saudita, você não pode levar bebidas alcoólicas e nem símbolos religiosos como um crucifixo, por exemplo.

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Excesso de viagens e não cumprimento de tempo de estadia

Não tem problema viajar muito, porém se você costuma ir sempre para o mesmo destino e já fez o percurso várias vezes, muito provavelmente será questionado pelo oficial de imigração. Especialmente se for uma rota mais vigiada por conta de tráfico internacional de drogas ou pessoas (Guarulhos x Madri | Guarulhos Johanesburgo).

Então o ideal é você saber explicar muito bem o motivo da viagem e se preparar para uma averiguação mais profunda dos agentes de imigração. Entretanto, se você ficou mais tempo do que o permitido na Europa ou nos Estados Unidos, resolva a sua situação antes de viajar para quem não seja um problema passar na imigração.

Propósito de sua viagem

Lembre-se que “tudo te que bater” quando você for passar na imigração. Então, como você justificaria ficar um mês viajando e ter apenas uma mochila pequena que você nem despachou? Ou até mesmo o contrário como, por exemplo, despachar duas malas de 23 quilos para uma viagem de poucos dias ou de fim de semana?

Então, saiba que é importante que o propósito da viagem seja coerente com o que você leva e até veste. A dica principal é sempre falar a verdade e ser e estar coerente com o propósito da sua viagem. Informações corretas são fundamentais, além de manter a educação e responder as questões de maneira objetiva.

Ah, e claro. Para quem costuma ser ‘Zé graça’ (assim como eu), evite piadocas, brincadeiras fora de hora e ironias que podem não ser bem entendidas e até mal interpretadas pelos agentes de imigração. Ainda que os oficiais de imigração sejam, geralmente, bem educados e uns até divertidos, para não ‘errar’ é melhor evitar.

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E se me barrarem na imigração, o que eu devo fazer?

A dica inicial é manter sempre a calma. Isso porque se os oficias de imigração suspeitarem de você, eles podem solicitar a ida para a famigerada “salinha” específica para aprofundarem a checagem. O tal “quem não deve, não teme” deve ficar latente na sua cabeça e manter a calma é o melhor caminho a seguir.

Fazer mais perguntas e até revistar a sua bagagem pode levar tempo (leia-se horas), pois os policiais checam todas as informações no tempo deles e com muito cuidado. Por isso, respire fundo, conte até 1000 e tente relaxar. Gritar, espernear e perder a paciência só irão atrasar ainda mais o processo. Eles são a lei e você precisa (tentar) manter a calma.

Responda as questões com calma e se não dominar o idioma, peça para ter acesso a um tradutor. Pode ser que os oficiais de imigração repitam a mesma pergunta várias vezes, por isso mantenha a calma e isso ajudará a ter coerência nas respostas. Geralmente as pessoas são liberadas e podem entrar no país depois de passarem pela salinha.

Caso tudo ‘dê errado’ e suas respostas não sejam consideradas suficientes, os oficiais de imigração poderão barrar a sua entrada. O termo correto é inadmitido(a) e isso não quer dizer que você será deportado(a), até porque isso só poderia acontecer se você já estivesse entrado no país (o que não é o caso quando você está na salinha).

O resumo da conversa é que a tal inadmissão ficará registrada no sistema de imigração do país. As pessoas que não são admitidas a entrar num país ficam no aeroporto em uma sala reservada esperando o voo de retorno ao seu país de origem. Algumas vezes o processo leva muito tempo (48 horas), porém geralmente o voo de volta acontece no mesmo dia.

Últimas dicas para evitar erros e passar na imigração tranquilamente

Não dominar o idioma não é um problema grave. Os oficiais de imigração geralmente são esforçados e podem pedir a ajuda de tradutores caso a comunicação esteja complicada. Além disso, passar junto na imigração só é permitido com familiares ou casais (casados mesmo no papel). Desse modo, se você vai viajar com amigos, lembre-se de carregar consigo todos os comprovantes porque seu amigo(a) pode ir em outra cabine e você ficar em nada.

Pessoas que viajam sozinhas costumam chamar mais a atenção dos oficiais de imigração. Por isso, se for viajar sozinho(a) tenha mais cuidado com sua bagagem e com a aproximação e ‘amizade’ de estranhos. Ah, e não custa lembrar: NÃO LEVE MALA OU QUALQUER OBJETO PARA UM ESTRANHO. NUNCA!

Smartphone e agente de imigração não combinam. Desligue o aparelho ou coloque em modo avião até passar pela imigração. Além disso, quando o oficial de imigração chamar, vá. Não recue ou dê a vez para outra pessoa, isso torna tudo muito suspeito e, claro, tenha todos os documentos em mãos (a tal da pastinha). Quer deixar um oficial de imigração irritado é ficar buscando papéis na frente dele de maneira preocupada e bagunçada.

Para finalizar, espero que as nossas dicas sejam úteis e que você compreenda que os agentes de imigração são profissionais que ‘defendem’ o país onde estão. Eles não te conhecem e não tem nada pessoal contra você, são apenas funcionários do governo realizando o trabalho deles. Confira todos os documentos, deixe a pastinha organizada, respire fundo e boa viagem!

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Cláudio Abdo

Cláudio é brasileiro e mora em Portugal desde 2014. Mestre em Ciências da Comunicação e Doutor em Estudos de Comunicação, é apaixonado por rock and roll e conheceu o beatle Paul McCartney pessoalmente. Sempre com uma boa história na ponta da língua, escrever é uma de suas paixões. Cláudio é autor do livro “Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir”.

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